Arquitetura bárbara
 | ARQUITETURA BÁRBARA: Igreja de São Julião dos Prados. Arte asturiana. |
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Toda vez que um povo culturalmente bem desenvolvido conquistou um outro que lhe era superior nesse campo, o vencedor assimilou a arte e a língua do vencido. Os bárbaros não foram exceção. Quase completamente desprovidos de arquitetura, logo se apropriaram das formas da antiguidade tardia e de Bizâncio, às quais acrescentaram alguns elementos próprios. Nas Gálias (França), os francos adotaram em suas construções as salas retangulares de três naves e abside semicircular, com silharia de madeira para as igrejas e cúpula para os batistérios.
 | ARQUITETURA BÁRBARA: Igreja de São Salvador de Valdedios. Arte asturiana. |
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Algumas plantas enriqueceram a distribuição espacial com o acréscimo de uma galeria. Os ostrogodos, na Itália, levantaram edifícios mais representativos e ricamente decorados com mosaicos, nos quais combinaram as formas bizantinas com as romanas. Na Espanha, procedeu-se a recuperação de edifícios romanos nos centros de cada cidade, aos quais se juntava uma igreja cristã, geralmente de planta em forma de cruz latina, com naves de alturas diferentes e decoradas com relevos e frisos.
 | ARQUITETURA BÁRBARA: Monkwearmouth. Arte anglo-saxônica. |
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Os celtas e vikings resistiram mais às formas mediterrâneas. No entanto, graças à presença dos numerosos mosteiros, a arquitetura e as artes acabaram sendo favorecidas. Misturando pedra com madeira, construíram igrejas com telhados de pedra de duas águas, ladeados por torres cilíndricas, também de pedra, que lembram seus monumentos funerários. Com respeito à arquitetura profana, os bárbaros do norte preferiram continuar construindo suas fortalezas de madeira e barro, circundadas por paredes circulares e fosso.
Referências bibliográficas
- ARTE bárbara, bizantina e islâmica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 4). (bibliografia completa)
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