Faixa da seção de Artes Plásticas
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Arquitetura bizantina


Uma vez estabelecido na Nova Roma (Constantinopla), Constantino (270-337 d. C.) começou a renovação arquitetônica da cidade, erigindo teatros, termas, palácios e sobretudo igrejas, já que se fazia necessário, uma vez oficializado o cristianismo, imprimir seu caráter público definitivo em edifícios abertos ao culto. As primeiras igrejas seguiram o modelo das salas da basílica (casa real) grega: uma galeria ou nártex, às vezes ladeada por torres, dava acesso à nave principal, separada por fileiras de colunas de uma ou duas naves laterais.

ARQUITETURA BIZANTINA: Basílica de Santa Sofia (detalhe da fachada). Istambul.

ARQUITETURA BIZANTINA: Basílica de Santa Sofia (detalhe da fachada). Istambul.


No lado oeste, o transepto, ou nave principal, se comunicava com a abside. O teto era de alvenaria e madeira. Graficamente falando, as primeiras basílicas eram como um templo grego virado para dentro. A simbologia dessas igrejas não poderia ser mais precisa: o espaço central alongado era o caminho que o paroquiano percorria até a consubstanciação, simbolizada na abside. Esse modelo foi posteriormente substituído pelas plantas centralizadas circulares, como a dos panteões romanos e as plantas octogonais.

ARQUITETURA BIZANTINA: Catedral de Monreale (vista da nave central). Sicília.

ARQUITETURA BIZANTINA: Catedral de Monreale (vista da nave central). Sicília.


Chegaram até nossos dias as igrejas mais importantes do reinado de Justiniano (526-565): Santa Sofia, Santa Irene e São Sérgio e Baco. Foi nessa época que se iniciou a construção das igrejas de planta de cruz grega, cobertas por cúpulas em forma de pendentes, conseguindo-se assim fechar espaços quadrados com teto de base circular. Esse sistema, que parece já ter sido utilizado na Jordânia em séculos anteriores e inclusive na Roma antiga, se transformou no símbolo do poderio bizantino.

ARQUITETURA BIZANTINA: Detalhe da cúpula da Basílica de Santa Sofia. Constantinopla.

ARQUITETURA BIZANTINA: Detalhe da cúpula da Basílica de Santa Sofia. Constantinopla.


A arquitetura de Bizâncio se difundiu rapidamente pela Europa ocidental, mas adaptada à economia e possibilidades de cada cidade. Não se deve esquecer que Santa Sofia foi construída sem a preocupação com gastos, algo que os demais governantes nem sempre podiamse permitir. São Vital e Santo Apolinário Novo, em Ravena, a capela palaciana de Aquisgran, São Marcos, em Veneza, e o mosteiro de Rila, na Bulgária, são igrejas que melhor representaram e reinterpretaram o espírito da arquitetura bizantina.

Referências bibliográficas

  • ARTE bárbara, bizantina e islâmica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 4). (bibliografia completa)
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