Faixa da seção de Artes Plásticas
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Escultura gótica


A escultura gótica está presente nas fachadas, tímpanos e portais das catedrais, que foram o espaço ideal para sua realização. Como a pintura, a escultura se caracterizou por um calculado naturalismo que, mais do que as formas da realidade, procurou expressar a beleza ideal do divino. Para isso, teve de recorrer às técnicas da antiguidade clássica, ainda que sob as mesmas concepções adotadas depois pelos renascentistas.

ESCULTURA GÓTICA: Cenas da Vida de Jesus (díptico) Museu do Louvre, Paris.

ESCULTURA GÓTICA: Cenas da Vida de Jesus (díptico) Museu do Louvre, Paris.


O fato é que se estava à procura de parâmetros para uma beleza ideal. As esculturas que inauguraram o ciclo são as da catedral de Chartres. De uma beleza tranqüila porém expressiva, logo se transformaram em modelo a ser seguido pelos demais escultores. A princípio, as estátuas eram alongadas e não possuíam qualquer movimento, com um acentuado predomínio da verticalidade, o que praticamente as fazia desaparecer. Eram estátuas-colunas.

ESCULTURA GÓTICA: Cristo do Millón (detalhe). Catedral de Sevilha.

ESCULTURA GÓTICA: Cristo do Millón (detalhe). Catedral de Sevilha.


As figuras vão adquirindo naturalidade e dinamismo, as formas se tornam arredondadas, a expressão do rosto se acentua e aparecem as aprimeiras cenas de diálogo nos portais. A separação em relação à arquitetura é então um fato: as esculturas começam a se destacar como obras independentes. As roupas ficam mais pesadas e se multiplicam as dobras, que já não são lineares e rígidas, mas sim onduladas, expressivas e mais naturais.

ESCULTURA GÓTICA: O Santo Enterro. Hospital de Tonnerre, França.

ESCULTURA GÓTICA: O Santo Enterro. Hospital de Tonnerre, França.


O programa das catedrais góticas, como outros ramos da arte desse período, se baseava principalmente nas histórias das Sagradas Escrituras. Depois, com o início do culto à Virgem e ao Cristo, era muito comum encontrar cenas de sua vida nos relevos dos tímpanos. Toda a iconografia cristã era representada dessa maneira na pedra, e junto com os vitrais e a arquitetura constituíam a expressão mais pura do misticismo medieval.

Referências bibliográficas

  • ARTE românica e gótica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 5). (bibliografia completa)
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