Faixa da seção de Artes Plásticas
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Pintura indiana e khmeriana


PINTURA INDIANA E KHMERIANA: Donzela fazendo massagem em um príncipe. Victoria and Albert Museum, Londres.

PINTURA INDIANA E KHMERIANA: Donzela fazendo massagem em um príncipe. Victoria and Albert Museum, Londres.


A pintura indiana complementou a escultura na decoração de templos e palácios e serviu como veículo de propagação da religião e da história a partir da dinastia Vakataka (século V d. C.), que manteve os princípios estilísticos da dinastia Gupta, anterior a ela: porte colossal, extravagância e colorido. A técnica utilizada era a do afresco combinado com a têmpera, ou seja, pintava-se o desenho básico com a parede úmida, retocando-a depois de seca a superfície. Essa técnica deu origem a graves problemas no que diz respeito à conservação das obras.

PINTURA INDIANA E KHMERIANA: Figura de animais. Museu Topkápi, Istambul.

PINTURA INDIANA E KHMERIANA: Figura de animais. Museu Topkápi, Istambul.


No geral, as representações tendiam para o naturalismo, ainda que fossem influenciadas por uma estética sensual e idealista. Os temas preponderantes eram as cenas da vida do príncipe Buda (o Iluminado), cuja imagem apareceu pela primeira vez nas obras da escola de Gandhara. Antes, fazia-se alusão a ele através de algum símbolo ou do vazio, que era a representação mais completa de seu estado de pureza e santidade. A época do esplendor desse tipo de afresco coincidiu com o período de transição (séculos V a. C. - I a. C.).

PINTURA INDIANA E KHMERIANA: Ganesh ou Ganapati, filho de Shiva e Parvati.

PINTURA INDIANA E KHMERIANA: Ganesh ou Ganapati, filho de Shiva e Parvati.


No caso dos afrescos das famosas cavernas de Ajanta, alguns datam do século II d. C., enquanto outros, mais novos, são do século V, época em que esse tipo de pintura começa a se difundir por toda a Ásia. No início do século X, a prática do afresco cedeu lugar à miniatura, consagrada na Idade Média, tanto no Oriente quanto no Ocidente. Como a pintura era feita sobre folhas de plantas regionais dessecadas e em rolos de papel, faltavam-lhes o colorido e a vivacidade dos afrescos. Essa carência foi suprida com a influência posterior da pintura persa.

Referências bibliográficas

  • ARTE oriental, africana, pré-colombiana e oceânica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 3). (bibliografia completa)
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