Pintura maia e asteca
 | PINTURA MAIA E ASTECA: Sacerdote (detalhe de uma pintura mural). |
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No ano de 1946 foi descoberta Bonampak, uma construção de três salas, ou câmaras, cobertas de pinturas murais coloridas. Essas pinturas chegaram quase intactas até o século XX, não só pelo fato de terem permanecido longe da vista dos espanhóis, mas também por terem ficado protegidas por uma fina camada de calcário, depositada naturalmente sobre sua superfície. Longe de toda abstração simbólica, esses murais apresentam-se impregnados de figuras representativas de um determinado momento histórico.
 | PINTURA MAIA E ASTECA: Momentos da vida cotidiana. Arte maia. Museu Nacional de Antropologia, México. |
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Cada parede representa uma cena, narrada com riqueza de detalhes. É surpreendente o contraste deliberado de cores, bem como sua grande variedade: as preferidas eram o vermelho e suas diferentes tonalidades, o amarelo, o azul e o verde. A perspectiva é obtida pelas superposições e escorços das figuras. Os rostos possuem traços individualizados. O conjunto apresenta os contornos acentuados. A pintura asteca, ao contrário, manteve-se como complemento de relevos e teve um caráter simbólico.
 | PINTURA MAIA E ASTECA: Afresco de tema religioso. Arte zapoteca. Museu Nacional de Antropologia, México. |
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A ausência de um sistema preestabelecido de escrita, como a dos maias, transmitiu tanto aos desenhos como às cores da pintura asteca uma simbologia comparável à dos hieróglifos egípcios, e influiu na almejada abstração. Sabe-se que, a partir da conquista espanhola, os astecas passaram a produzir pinturas de gosto europeu para os conquistadores, e foram de fato excelentes copistas. Conservam-se também manuscritos e cópias de livros com iluminuras, encomendados pelas cortes européias.
Referências bibliográficas
- ARTE oriental, africana, pré-colombiana e oceânica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 3). (bibliografia completa)
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