Ourivesaria na Mesopotâmia
 | OURIVESARIA NA MESOPOTÂMIA: Bacia de ouro com cenas mitológicas |
|
A ourivesaria mesopotâmica constitui uma das descobertas mais interessantes das escavações de tumbas reais e templos. O trabalho com os metais era uma das atividades artísticas mais importantes nas cidades da Mesopotâmia. E observe-se que a maioria das tumbas foi saqueada durante os sucessivos assentamentos populacionais, quando as pessoas descobriam os tesouros ao escavar para construir suas casas. Alguns chegaram intactos até os dias de hoje, como o tesouro dos reis de Ur, descoberto pelo arqueólogo Charles Wooley.
Entre as peças mais valiosas desse tesouro está o toucado de uma das sessenta e quatro cortesãs enterradas na tumba real, cuja suntuosidade e concepção são fora do comum, com finíssimas lâminas de ouro que imitam folhas e pétalas de flores. Restos de um utensílio trabalhado em ouro e inúmeras estatuetas de cobre, um dos metais mais trabalhados, bem como colares e braceletes de cornalina, lápis-lazúli e prata e instrumentos musicais com incrustações de pedras completavam o tesouro mais antigo do mundo oriental.
 | OURIVESARIA NA MESOPOTÂMIA: Colar babilônico. Museu do Iraque, Bagdá |
|
Nas formas e na moldagem do metal revela-se um naturalismo um tanto ingênuo, com obsessão pelo detalhe ornamental. É difícil elaborar um estudo do estilo geral da ourivesaria mesopotâmica devido à grande variedade de povos e culturas que habitaram sucessivamente o território. Em todos os objetos, entretanto, evidencia-se o valor transcendental das forças da natureza e a esperança do homem em uma vida após a morte, o que explica o fato de os objetos mais valiosos serem encontrados nessas tumbas.
 | OURIVESARIA NA MESOPOTÂMIA: Carruagem de ouro (séculos VII e IV a. C.) |
|
Também durante o império persa (VI a. C.) a ourivesaria experimentou um florescimento. Os tesouros encontrados nas escavações são uma prova da habilidade dos artesãos na confecção de belíssimos utensílios e objetos de decoração de ouro e prata e com incrustações de pedra. Destacam-se principalmente as peças do último período do império. O inusitado naturalismo das estatuetas destinadas aos hipogeus e o dinamismo alcançado pelos persas no campo da decoração refletem a influência dos artistas gregos.
Referências bibliográficas
- ARTE pré-histórica, mesopotâmica e egípcia. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 1). (bibliografia completa)
|