Faixa da seção de Artes Plásticas
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Arquitetura oriental


Tanto a arquitetura chinesa quanto a japonesa tiveram e continuam tendo um caráter eminentemente funcional, não apenas no que se refere à habitabilidade, mas também ao conceito de integração ao cosmo ou harmonização com a natureza. Para os chineses, a arquitetura deveria ser uma réplica do universo. As formas quadradas, que representam a terra, e as arredondadas, que simbolizam o céu, combinam-se de tal maneira que tanto templos quanto pagodes exibem aparência semelhante em atenção a essas normas.

ARQUITETURA ORIENTAL: Muralha da China (detalhe). Arte chinesa. China.

ARQUITETURA ORIENTAL: Muralha da China (detalhe). Arte chinesa. China.


No geral, as construções chinesas que mais receberam atenção foram os templos, localizados sobre um terraço com orientação específica, tendo em vista as estações do ano. O exemplo mais interessante é o da Cidade Proibida, construída para o imperador no início do século XV. Ali se pode observar a disposição do templo e dos diferentes palácios, com um imenso jardim central, que se estende por pequenos pátios internos em cada um dos diferentes edifícios.

ARQUITETURA ORIENTAL: Vista do castelo de Osaka. Arquitetura japonesa.

ARQUITETURA ORIENTAL: Vista do castelo de Osaka. Arquitetura japonesa.


Os telhados típicos de terracota, com suas pontas para cima, além de serem uma realização complexa, simbolizam na China a união entre o celestial e o terrestre. No Japão, persistiu-se na tradição arquitetônica chinesa para os templos budistas, o que não ocorreu com a arquitetura profana. Uma das construções mais típicas é o rikyu, criado por Kobori Ensnu, para a realização da cerimônia do chá. Trata-se de uma vivenda onde o volume e a simplicidade de formas são os personagens principais.

ARQUITETURA ORIENTAL: Porta chinesa do Tosho-gu. Arte japonesa. Nikko, Japão.

ARQUITETURA ORIENTAL: Porta chinesa do Tosho-gu. Arte japonesa. Nikko, Japão.


Os materiais utilizados são os que o entorno natural oferece, no geral madeira e argila, e em algum casos também cobre e junco, principalmente nos telhados. Com o tempo, os rikyu passaram a servir de modelopara habitações particulares pela capacidade de transformação do espaço que suas leves divisórias corrediças ofereciam. Construído em meio a um jardim de plantas perenes, pedras e água, que convidam à meditação, o rikyu continua sendo hoje em dia uma das construções de maior influência na arquitetura contemporânea ocidental.

Referências bibliográficas

  • ARTE oriental, africana, pré-colombiana e oceânica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 3). (bibliografia completa)
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