Pintura românica
 | PINTURA ROMÂNICA: A Visitação (detalhe). Museu Episcopal, Vic. |
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Originalmente, as naves das igrejas românicas eram decoradas com pinturas murais de uma policromia intensa e perfeitamente harmonizadas com a arquitetura. Seus desenhos iam das formas da antiga pintura romana aos ícones bizantinos, ocupando naves e absides. Os temas mais freqüentes abordavam cenas retiradas do Antigo e do Novo Testamento e da vida de santos e mártires, repletas de sugestões de exemplos edificantes.
 | PINTURA ROMÂNICA: Cena do Livro de Ezequiel. Biblioteca do Lamberth Palace, Londres. |
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Também não faltavam as alegorias dos vícios e virtudes, representadas por animais fantásticos, próprios de um bestiário oriental. As figuras não tinham nenhuma plasticidade, e as formas do corpo apenas se insinuavam nas rígidas dobras dos mantos e túnicas. Os traços faciais eram acentuados por contornos de traços grossos e escuros. Os fundos apresentavam uma só cor, branco ou dourado, emoldurados por frisos geométricos.
 | PINTURA ROMÂNICA: Frontal de San Quirico e Santa Julita. Museu de Arte da Catalunha, Barcelona. |
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Para desenvolver esse tipo de pintura mural, os artistas do românico em geral recorreram às técnicas da pintura do afresco, misturando a tinta com água de cola ou com cera. Por outro lado, é preciso mencionar também o trabalho que se fazia então de iluminura de Bíblias e obras manuscritas. Cada vez mais sofisticado, ele evoluía paralelamente à pintura formal, tanto em termos de estilo quanto de desenvolvimento da técnica pictórica.
Referências bibliográficas
- ARTE românica e gótica. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 5). (bibliografia completa)
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