Antonio Saura
(Pintor – 1930)
Saura pertenceu ao grupo de vanguarda El Paso, de Madri, junto com Millares e outros intelectuais de diferentes disciplinas. Sua obra dos anos 50 estava dentro dos cânones do informalismo europeu, embora agregasse elementos bem diferenciados dos demais. À influência dos surrealistas, expressionistas e cubistas, acrescentava um colorido e uma temática a meio caminho entre o tenebrismo espanhol e as pinturas escuras de Goya. Nas inumeráveis exposições do grupo, Saura participou com uma série de quadros gestualistas de rigorosas tonalidades brancas, cinza e pretas. A influência das vanguardas européias que o pintor conhecera durante sua longa permanência em Paris era evidente. Se a pintura de Saura é abstrata, ela o é no mesmo sentido do abstracionismo da obra de De Kooning.
Alguma coisa se move no amontoado de cores e tem vida ou, melhor dizendo, sofre lentamente a morte. Tanto suas crucificações quanto seus retratos denunciam o exercício da violência e da loucura. É impossível não se lembrar da casa de campo de O Surdo quando se contempla a obra deste madrilenho. Tudo isso pode ser lido entre suas enérgicas pinceladas.
Referências bibliográficas
- SURREALISMO, arte abstrata e arte pop. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 10). (bibliografia completa)
|