Egon Schiele
(Pintor – 1890-1918)
A obra de Egon Schiele, pela sua árida estética visual, próxima da deformidade erótica e pornográfica, é, junto com a de Oskar Kokoschka, uma das mais representativas do expressionismo vienense.
Depois da morte do pai, Schiele iniciou seus estudos na Academia de Viena, apesar da oposição da mãe, que pretendia que o filho seguisse os passos do pai na estrada de ferro.
Em 1907 Schiele declarou que seu verdadeiro mestre era o secessionista Klimt e iniciou uma fase como artista independente, copiando e estudando a obra do então líder da cena artística vienense. Em decorrência disso, conseguiu se apresentar na exposição da sala imperial sem nenhum problema.
Mais tarde juntou-se aos artistas do Neukunstgruppe e expôs com ele numa conhecida galeria da cidade.
A essa altura, sua pintura já havia se afastado das representações românticas de Klimt.
Seres humanos transfigurados pelo desespero e pela morte, amantes nus revirados em amontoados de lençóis brancos, mulheres desfiguradas e auto-retratos provocantes passaram a fazer parte de seu catálogo artístico.
Seus quadros foram realmente confiscados e ele foi parar na cadeia várias vezes devido à obscenidade de suas representações.
No entanto, seu sucesso foi estrondoso. No início de 1913, foi aceito na prestigiosa liga de Artistas da Áustria, cujo presidente era exatamente Klimt. Suas obras começaram a percorrer as salas mais famosas da Europa, e ele era considerado o sucessor do mestre, apesar das diferenças conceituais.
O jovem artista morreu três dias depois de Klimt, a quem tanto admirava, e da mesma doença.
Além de seus nus e auto-retratos, Schiele fez uma série de paisagens e quadros de residências burguesas, nos quais exibe um estilo cuidadoso e elegante, de traços bordados, com fortes contrastes entre ocres e cores primárias.
Suas obras mais importantes estão nos museus de Viena e da Suíça e em importantes coleções particulares.
Referências bibliográficas
- EXPRESSIONISMO, cubismo, futurismo e dadaísmo. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 9). (bibliografia completa)
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