Max Pechstein
(Pintor – 1881-1955)
De todos os pintores expressionistas, Pechstein foi o que teve melhor acolhida por parte do público. Tanto seus óleos quanto suas gravuras revelam uma forma temperamental de pintar, refletida na força de seus quadros, na elegância de seus motivos e na calidez de suas cores. Seus quadros eram por definição muito mais agradáveis à vista do que os de seus colegas do grupo Die Brücke.
Nascido na cidade de Zwickau, Pechstein teve lá mesmo suas aulas de pintura. Mais tarde continuou seus estudos em Dresden, na Academia de Belas-Artes. Em 1906 conheceu Kirchner e uniu-se ao Grupo Die Brücke. Um ano mais tarde iria abandoná-los para fazer uma viagem a Roma, que ganhou como prêmio num concurso da Academia. Lá interessou-se vivamente pelos mestres do renascimento e pela arte etrusca. De Roma seguiu para Paris e na volta estabeleceu-se finalmente em Berlim, onde voltou a entrar em contato com seus colegas.
Na exposição da Secessão de 1910 seus quadros foram recusados. Fundou então a Nova Secessão, juntamente com os demais artistas excluídos.
Durante a Primeira Guerra Mundial partiu para os mares do sul, onde, fascinado pela arte e cultura do lugar, não deixou de pintar cenas idílicas, tendo como cenário a exuberante vegetação. Infelizmente os japoneses invadiram as ilhas, e ele foi obrigado a voltar, não sem dificuldade, para fazer o serviço militar.
Viajou depois pelo sul da França, Itália e Suíça.
Quando voltou, em 1920, fundou o grupo Novembro. No começo da década de 20 foi nomeado membro da Academia de Belas-Artes de Berlim. Seguiu-se uma fase em que, como ele mesmo dizia, dedicou-se à produção em massa.
Em 1933 caiu nas malhas da censura.
Até sua morte, em 1955, deu aulas na Academia de Berlim.
A obra de Pechstein faz uma alusão clara ao fauvismo francês. Em seus quadros o pintor não apenas persegue a expressão de uma nova realidade, mas tenta uma nova harmonia entre a agressividade da cor e a elegância das formas. O preto e o vermelho, misturados com os laranjas e amarelos, simulam um fogo cálido que atrai e fascina o espectador.
Referências bibliográficas
- EXPRESSIONISMO, cubismo, futurismo e dadaísmo. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 9). (bibliografia completa)
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