Faixa da seção de Artes Plásticas
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Arquitetura barroca


ARQUITETURA BARROCA: Basílica de São Pedro, Vaticano (fachada). Carlo Maderno. Vaticano.

ARQUITETURA BARROCA: Basílica de São Pedro, Vaticano (fachada). Carlo Maderno. Vaticano.


Na arquitetura barroca, os conceitos de volume e simetria vigentes no renascimento são substituídos pelo dinamismo e pela teatralidade. O produto desse novo modo de desenhar os espaços é uma edificação de proporções ciclópicas, em que mais do que a exatidão da geometria prevalece a superposição de planos e volumes, um recurso que tende a produzir diferentes efeitos visuais, tanto nas fachadas quanto no desenho dos interiores.

Quanto à arquitetura sacra, as proporções antropomórficas das colunas renascentistas foram duplicadas, para poder percorrer sem interrupção as novas fachadas de pavimento duplo, segundo o modelo da construção de Il Gesù, em Roma, primeira igreja da Contra-Reforma. A partir de 1630, começam a proliferar as plantas elípticas e ovaladas de dimensões menores.

ARQUITETURA BARROCA: Castelo de Stupinigi. Filippo Juvara. Turim.

ARQUITETURA BARROCA: Castelo de Stupinigi. Filippo Juvara. Turim.


Isso logo se transformaria numa das características arquitetônicas típicas do barroco. São as igrejas de Maderno e Borromini, nas quais as formas arredondadas substituíram as angulosas e as paredes parecem se curvar de dentro para fora e vice-versa, numa sucessão côncava e convexa, dotando o conjunto de um forte dinamismo. Quanto à arquitetura palaciana, o palácio barroco era construído em três pavimentos.

ARQUITETURA BARROCA: Castelo de Maisons-Lafitte. François Mansart. Yvelines, França.

ARQUITETURA BARROCA: Castelo de Maisons-Lafitte. François Mansart. Yvelines, França.


Os palácios, em vez de se concentrarem num só bloco cúbico, como os renascentistas, parecem estender-se sem limites sobre a paisagem, em várias alas, numa repetição interminável de colunas e janelas. A edificação mais representativa dessa época é o de Versalhes, manifestação messiânica das ambições absolutistas de Luís XIV, o Rei Sol, que pretendia, com essa obra, reunir ao seu redor - para desse modo debilitá-los - todos os nobres poderosos das cortes de seu país.

Referências bibliográficas

  • BARROCO, rococó e neoclássico. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 7). (bibliografia completa)
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