Pintura barroca
 | PINTURA BARROCA: O bom samaritano. Adam Elsheimer. Museu do Louvre, Paris. |
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As obras pictóricas barrocas, liberadas da geometria axial dos quadros do renascimento, caracterizaram-se pela composição radial, em que os personagens e os objetos pareciam disparar de um ponto central para as diagonais. As formas são voluptuosas e exageradas. As figuras adquirem expressividade e, envoltas em tecidos mórbidos, abraçam-se umas às outras, em atitudes patéticas e dramáticas, às vezes até impossíveis.
 | PINTURA BARROCA: Na taverna. Adriaen Brouwer. Museu do Ermitage, São Petersburgo. |
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As diagonais se cruzam indefinidamente em planos diferentes, criando a sensação de que os personagens vão escapar do quadro. Os contornos se esfumam em rápidas pinceladas. O espaço é criado pelo contraste extremo do claro-escuro. Os temas favoritos devem ser procurados na Bíblia ou na mitologia greco-romana. É a época do hedonismo de Rubens, com seus quadros alegóricos de mulheres rechonchudas, lutando entre robustos guerreiros nus e expressivas feras.
 | PINTURA BARROCA: A indecisão de Hércules. Annibale Carracci. Galeria Nacional de Capodimonte. |
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Também é a época dos sublimes retratos de Velázquez, do realismo de Murillo, do naturalismo de Caravaggio, da apoteose de Tiepolo, da dramaticidade de Rembrandt. Em suma, o barroco produziu grandes mestres que, embora trabalhando de acordo com fórmulas diferentes e buscando efeitos diferentes, tinham um ponto em comum: libertar-se da simetria e das composições geométricas, em favor da expressividade e do movimento.
Referências bibliográficas
- BARROCO, rococó e neoclássico. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 7). (bibliografia completa)
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