Pintura cubista
 | PINTURA CUBISTA: Mulher e menino. Fernand Léger. Museu da Basiléia. |
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Nos primeiros anos do cubismo, a pintura se caracterizou pela redução a rígidas formas geométricas de tudo o que fosse representável. Tudo o mais foi deixado de lado, em favor da revalorização dessas formas. Foi assim que se pintaram casas sem portas e sem janelas e pessoas com uma só mão ou apenas um olho. As cores utilizadas eram ascéticos ocres, marrons e verdes, com a função principal de remodelar as formas.
Os cubistas também recolocaram em suas telas temas como perspectiva e luz. Mas nada se distanciou tanto das teorias do renascimento. Suas obras demonstram que os artistas rejeitavam deliberadamente a criação de um ponto matemático a partir do qual o observador pudesse contemplá-las. As figuras se superpõem e se projetam umas sobre as outras. Nem a luz tem uma fonte definida e muda constantemente de direção.
 | PINTURA CUBISTA: Natureza-morta ou Le Jour. Georges Braque. Galeria Nacional, Washington. |
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O volume foi cedendo importância à plasticidade. As figuras se tornaram planas e tensas. As cores se perderam em transparências, chegando quase à monocromia, e já não se consegue diferenciar o corpo do espaço que o contém. Em sua segunda fase, o cubismo começa a se interessar pelas diferentes texturas e materiais, produzindo colagens originais, de cores muito vivas. Volume e espaço são apenas insinuados com pequenos e leves traços de sombra.
 | PINTURA CUBISTA: As senhoritas de Avignon. Pablo Ruiz Picasso. Museu de Arte Moderna, Nova York. |
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Corre o ano de 1911, e os cubistas, que são agora um grupo mais que respeitável de artistas, se apresentam no Salon des Indépendants, despertando todo tipo de expectativa. Esse grupo de revolucionários carregados de entusiasmo e idéias novas agitaria não só o panorama artístico parisiense como o do resto do mundo. Definitivamente, já nada voltará a ser igual na história da arte, a partir desse momento significativo.
Referências bibliográficas
- EXPRESSIONISMO, cubismo, futurismo e dadaísmo. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 9). (bibliografia completa)
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