Escultura maneirista
 | ESCULTURA MANEIRISTA: Fonte de Netuno. Bartolommeo Ammanati. Piazza de la Signoria, Florença. |
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Na escultura, o maneirismo segue o caminho traçado por Michelangelo: às formas clássicas soma-se o novo conceito intelectual da arte pela arte e o distanciamento da realidade. Em resumo, repetem-se as características da arquitetura e da pintura. Não faltam as formas caprichosas, as proporções estranhas, as superposições de planos, ou ainda o exagero nos detalhes, elementos que criam essa atmosfera de tensão tão característica do espírito maneirista.
 | ESCULTURA MANEIRISTA: Sepulcro de Catarina de Medici. Germain Pilon. Abadia de Saint-Denis, Seine-Saint-Denis, França. |
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O espaço não é problema para os escultores maneiristas. A composição típica desse estilo apresenta um grupo de figuras dispostas umas sobre as outras, num equilíbrio aparentemente frágil, unidas por contorsões extremadas (figura serpentinada) e exagerado alongamento dos músculos. A composição é definitivamente mais dinâmica que a renascentista, e as proporções da antiguidade já não são a única referência.
 | ESCULTURA MANEIRISTA: Figuras femininas. Francesco Primaticcio. Palácio de Fontainebleau, Seine-et-Marne, França. |
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O modo de enlaçar as figuras, atribuindo-lhes uma infinidade de posturas impossíveis, permite que elas compartilhem a reduzida base que têm como cenário, isso sempre respeitando a composição geral da peça e a graciosidade de todo o conjunto. É dessa forma que o grande gênio da escultura, Giambologna, consegue representar, numa só cena, elementos iconográficos tão complicados como a de sua famosa obra O Rapto das Sabinas.
Referências bibliográficas
- RENASCIMENTO e maneirismo. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 6). (bibliografia completa)
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