Faixa da seção de Artes Plásticas
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Arquitetura no Renascimento


Os arquitetos do renascimento conseguiram, mediante a medição e o estudo de antigos templos e ruínas, assim como pela aplicação da perspectiva, chegar à conclusão de que uma obra arquitetônica completamente diferente da que se vira até então não era nada mais que pura geometria euclidiana. O módulo de construção utilizado era o quadrado, que aplicado ao plano e ao espaço deu às novas edificações proporções totalmente harmônicas.

ARQUITETURA NO RENASCIMENTO: Loggetta do Campanile da Biblioteca Marciana. Jacopo Sansovino. Veneza.

ARQUITETURA NO RENASCIMENTO: Loggetta do Campanile da Biblioteca Marciana. Jacopo Sansovino. Veneza.


As ordens gregas de colunas substituíram os intermináveis pilares medievais e se impuseram no levantamento das paredes e na sustentação das abóbadas e cúpulas. São três as ordens mais utilizadas: a dórica, a jônica e a coríntia, originadas do classicismo grego. A aplicação dessas ordens não é arbitrária. Elas representam as tão almejadas proporções humanas: a base é o pé, a coluna, o corpo, e o capitel, a cabeça.

ARQUITETURA NO RENASCIMENTO: Basílica de São Pedro. Michelangelo (Michelangelo Buonarroti). Vaticano, Roma.

ARQUITETURA NO RENASCIMENTO: Basílica de São Pedro. Michelangelo (Michelangelo Buonarroti). Vaticano, Roma.


As primeiras igrejas do renascimento mantêm a forma da cruz latina, o que resulta num espaço visivelmente mais longo do que largo. Entretanto, para os teóricos da época, a forma ideal é representada pelo plano centralizado, ou a cruz grega, mais freqüente nas igrejas do renascimento clássico. As obras da arquitetura profana, os palácios particulares ou comunais, também foram construídas com base no quadrado.

Vistos de fora, esses palácios se apresentam como cubos sólidos, de tendência horizontal e com não mais de três andares, articulados tanto externa quanto internamente por colunas e pilares. Um pátio central, quadrangular, tem a função de fazer chegar a luz às janelas internas. A parede externa costuma receber um tratamento rústico, sendo a almofadilha mais leve nos andares superiores.

ARQUITETURA NO RENASCIMENTO: Cúpula central da basílica de São Pedro (interior). Michelangelo (Michelangelo Buonarroti). Vaticano, Roma.

ARQUITETURA NO RENASCIMENTO: Cúpula central da basílica de São Pedro (interior). Michelangelo (Michelangelo Buonarroti). Vaticano, Roma.


A ordem das colunas varia de um andar para outro e costuma ser a seguinte: no andar térreo, a ordem toscana, uma variante da arquitetura romana, no pavimento principal, a jônica, e no superior, a coríntia. A divisão entre um nível e outro é feita por diferentes molduras e uma cornija que se estende por todo o piso de cada andar, exatamente abaixo das janelas. Têm geralmente forma retangular e são coroadas por uma finalização em arco ou triângulo.

Referências bibliográficas

  • RENASCIMENTO e maneirismo. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 6). (bibliografia completa)
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