Faixa da seção de Artes Plásticas
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Pintura renascentista


PINTURA RENASCENTISTA: Batismo de Cristo (detalhe). Andrea del Verrocchio. Galeria degli Uffizi, Florença.

PINTURA RENASCENTISTA: Batismo de Cristo (detalhe). Andrea del Verrocchio. Galeria degli Uffizi, Florença.


Até o advento do renascimento, só era possível, na pintura, transpor para a tábua ou para a parede duas dimensões: comprimento e largura. Era impossível captar no plano a profundidade, a luz ou o volume. É por esse motivo que a perspectiva, tanto aqui quanto na arquitetura, passa a ser um elemento de fundamental importância. Graças e ela os pintores renascentistas conseguem criar o que até então era inconcebível: espaços reais sobre uma superfície plana.

PINTURA RENASCENTISTA: O cortejo dos reis Magos. Benozzo Gozzoli. Palácio Medici, Florença.

PINTURA RENASCENTISTA: O cortejo dos reis Magos. Benozzo Gozzoli. Palácio Medici, Florença.


As figuras, dispostas numa composição estritamente simétrica, a variação de cores frias e quentes e o manejo da luz permitem criar distâncias e volumes que parecem ser copiados da realidade. A reprodução da figura humana, a expressão de suas emoções e o movimento ocupam lugar igualmente preponderante. Os temas a representar continuam sendo de caráter estritamente religioso, mesmo que, agora, com a inclusão de um novo elemento, a burguesia, que queria ser protagonista da história do cristianismo. Não é de admirar, portanto, que as pessoas se façam retratar junto com a família numa cena do nascimento de Cristo, ou ajoelhadas ao pé da cruz, ao lado de Maria Madalena e da Virgem Maria. Até mesmo os representantes da Igreja se rendem a esse curioso costume. Muito diferentes no espírito, embora nem por isso menos valiosos, são os resultados obtidos paralelamente nos países do norte.

PINTURA RENASCENTISTA: A Última Ceia. Leonardo da Vinci. Convento de Santa Maria delle Grazie, Milão.

PINTURA RENASCENTISTA: A Última Ceia. Leonardo da Vinci. Convento de Santa Maria delle Grazie, Milão.


Os mestres de Flandres, deixando de lado as medições e a geometria e recorrendo à câmara escura, também conseguem criar espaços reais no plano, embora sem a precisão dos italianos. A ênfase é colocada na tinta (são eles os primeiros a utilizar o óleo) e na reprodução do natural de rostos, paisagens, fauna e flora, com um cuidado e uma exatidão assombrosos, o que acabou resultando naquilo a que se deu o nome de Janela para a Realidade.

Referências bibliográficas

  • RENASCIMENTO e maneirismo. Barueri, SP: Videolar Multimídia, [2004]. 1 CD-ROM. (Enciclopédia Caras, 6). (bibliografia completa)
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