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Castro Alves


Castro Alves

Poeta baiano (1847-1871). Um dos principais nomes do romantismo brasileiro, torna-se porta-voz literário da Abolição da Escravatura.


Antônio Frederico de Castro Alves (14/3/1847-6/7/1871) nasce em Muritiba e passa parte da infância no sertão baiano. Muda-se para Salvador em 1852 e, depois, para Pernambuco. Em 1864 ingressa na Faculdade de Direito do Recife, onde se destaca como orador e poeta. Dedica-se a temas sociais, em especial à abolição da escravatura. Escreve uma única peça de teatro, Gonzaga ou a Revolução de Minas, encenada em 1867, em Salvador. No mesmo ano se transfere para a Faculdade de Direito de São Paulo, onde estreita laços com importantes opositores do regime imperial, como Joaquim Nabuco, Rui Barbosa e Salvador de Mendonça, mas não conclui o curso. Nessa época, durante uma viagem ao Rio de Janeiro, trava amizade com José de Alencar e Machado de Assis. Em 1870 fere o pé em um acidente de caça e, já doente, retorna à Bahia e publica Espumas Flutuantes, o único livro que vê editado. Seus poemas mais conhecidos são Vozes d'África e O Navio Negreiro. As obras A Cachoeira de Paulo Afonso, Os Escravos e Hinos do Equador são publicadas somente após sua morte. É chamado de O Poeta da Abolição e, por seu estilo hiperbólico e grandiloqüente, é considerado representante do condoreirismo, corrente poética que se origina na poesia épica do escritor francês Victor Hugo. Morre tuberculoso em Salvador, aos 24 anos.

Referências bibliográficas

  • Almanaque Abril. Quem é quem na história do Brasil. São Paulo, Abril Multimídia, 2000. (bibliografia completa)
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