Júlio Verne
 | Escritor francês (1829-1905). Criador da ficção científica, suas obras trouxeram invenções muito à frente do que a imaginação de sua época poderia supor. |
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O autor francês Júlio Verne foi um gênio visionário responsável pela criação do gênero literário conhecido como ficção científica. Ele escreveu sobre desenvolvimentos científicos e aventuras humanas muito além do que a imaginação de sua época poderia supor. Estradas de ferro e locomotivas a vapor ainda não eram uma realidade quando ele nasceu. Isso, no entanto, não impediu que ele escrevesse relatos detalhados sobre viagens de longa distância pelo ar, de submarinos oceânicos e de como um dia os homens iriam voar até a Lua. Com o tempo, a tecnologia necessária para chegar a esses avanços acabou surgindo, mas, durante a vida de Verne, isso não passava de possibilidades fantásticas.
Filho de um advogado de Nantes, Júlio Verne cresceu sonhando em viajar pelo mundo. Embora tenha sido enviado a Paris para estudar Direito, ele preferiu escrever histórias de ficção para revistas. Seu primeiro livro, Cinco Semanas num Balão, publicado em 1863, foi um best-seller. E o sucesso continuou em 1864 com Viagem ao Centro da Terra e Vinte Mil Léguas Submarinas (1870), em que um dos principais personagens é o lendário arquivilão Capitão Nemo, comandante do enorme submarino Nautilus. Em 1865, ele publicou a primeira parte de Da Terra à Lua. A segunda apareceu em capítulos no final da década de 1860. E, como livro, só em 1870.
Seguindo o crescente interesse do público do século XIX pela ciência e por invenções, os livros de Verne tornaram-se imensamente populares. Não eram apenas aventuras bem escritas, eles também transportavam os leitores para locais onde eles jamais haviam estado antes. Verne não situou a ação de seus livros somente em lugares inexplorados, como o espaço, o fundo dos oceanos ou as profundezas da Terra. Em outras obras, como Os Filhos do Capitão Grant (1868), ele levou seus leitores para a América do Sul e Austrália, terras que, para a maioria dos europeus, eram tão remotas, exóticas e desconhecidas quanto a Lua.
Os leitores também adoravam os livros de Verne porque tinham enredos emocionantes e agitados. No clássico A Volta ao Mundo em Oitenta Dias (1873), por exemplo, o envolvente herói Phineas Fogg está sempre em movimento, nunca parando por mais de dois dias num mesmo lugar, já que está participando da corrida de sua vida.
Entre 1878 e 1880, ele publicou quatro romances e uma história de exploração em três volumes, chamada A Descoberta da Terra. Em seus últimos anos, ele deu asas à sua crescente paixão pelas invenções com o Recortador de Nuvens (1886), no qual ele imaginou frotas de aeronaves pantagruélicas povoando o céu – idéia que não somente antecipou a era do Hindenburg e de outros aeroplanos da década de 1930, mas também os jumbos a jato que surgiram na década de 1970.
Para dar à sua ficção científica uma base mais real, Verne estudou ciências e geografia e sempre buscou trabalhar com idéias claras e simples. Assim, mesmo os leitores jovens poderiam apreciar seus livros, "de forma a não permitir que saia uma única linha de minha pena que não possa ser lida pelos jovens, que eu amo e para quem escrevo".
Referências bibliográficas
- YENNE, Bill. 100 homens que mudaram a história do mundo. São Paulo, Ediouro, 2002. (bibliografia completa)
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