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Mao Tsé-Tung


Mao Tsé-Tung

Líder político chinês (1893-1976). Um dos fundadores do Partido Comunista chinês e comandou uma guerra civil para tomar o poder na China.


Mao Tsé-Tung, o primeiro homem a conseguir unir politicamente a China nos tempos modernos, nasceu numa família de camponeses em 26 de dezembro de 1893 em Xao-Xan, província de Hunan. Nessa época, a China era governada pela dinastia Ch’ing (Manchu), mas dominada por poderes estrangeiros. Quando a dinastia Ch’ing caiu em 1911, a China foi declarada uma república e o doutor Sun Yatsen (1866-1922) tornou-se presidente. A nova República Chinesa eliminou a maioria dos enclaves estrangeiros no país. Mas, infelizmente, eles foram simplesmente substituídos por outros, governados por chineses muito poderosos.

O jovem Mao durante algum tempo pertenceu ao Exército Nacionalista e em 1918 foi para Pequim estudar. Como era pobre e não podia estudar em tempo integral, desenvolveu um ódio intenso por intelectuais e pela classe média. Em 1921, ele foi um dos fundadores do Partido Comunista chinês e em 1927 retornou para Hunan para organizar o apoio dos camponeses. No mesmo ano, o general Chiang Kaishek (1887-1975) sucedeu a Sun Yatsen, enfrentando não somente a oposição de chineses influentes, como também uma grande invasão japonesa que teve início em 7 de julho de 1937. Chiang logo perdeu para os japoneses o controle de muitas partes da China controladas pelo Kuomintang (o partido nacionalista). Quando os Aliados declararam guerra ao Japão em 1941, a China Nacionalista de Chiang se uniu a eles. Embora os Aliados não tenham jamais expulsado de fato as forças invasoras da China, os japoneses se retiraram, como parte de sua rendição incondicional.

Durante a guerra, Chiang havia se aliado ao líder comunista chinês Mao, mas, depois da retirada dos japoneses, Mao deu início a uma guerra civil para tomar o controle do país. Mao havia formado uma forte base de poder entre o campesinato, que sofrera durante anos de guerra e de dominação estrangeira.

Em 1º de outubro de 1949, o governo do Kuomintang de Chiang fugiu para a Ilha de Taiwan, e Mao declarou que a nação unificada era a República Popular da China. Mao, então, iniciou a maior transformação social de uma nação e de um povo na história humana, eliminando qualquer propriedade privada e trazendo todas as terras e propriedades para o controle do Estado. Com isso, ele efetivamente isolou a China do restante do mundo e pôs em prática o manual do marxismo, em que todos trabalhavam para o Estado e que o Estado era, teoricamente, composto pelo "povo". Embora, na verdade, o Estado fosse Mao e sua elite governante. O programa do Grande Salto para a Frente de Mao acabou não conseguindo criar a utopia econômica que ele desejava e ele respondeu aos críticos lançando sua Revolução Cultural, durante a qual os Guardas Vermelhos mataram milhares de opositores.

Em 1972, numa súbita mudança de rumo, Mao recebeu o presidente Richard Nixon (1913-1994), dos Estados Unidos, nação que representava tudo o que Mao havia se oposto. Isso levou, depois da morte de Mao, em 9 de setembro de 1976, a um relaxamento do marxismo na China e à conversão do país, mais uma vez, em um membro ativo da comunidade econômica internacional.

Referências bibliográficas

  • YENNE, Bill. 100 homens que mudaram a história do mundo. São Paulo, Ediouro, 2002. (bibliografia completa)
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