Faixa da seção de Biografias
MeusEstudos.com » Biografias » Oto I

Oto I


Líder germânico (912-973 d.C.). Em sua vida, tentou unir todas as terras que antes haviam formado o grande império de Carlos Magno.


Depois de sua morte, o grande império de Carlos Magno foi herdado por seu sucessor, Luís, o Piedoso (778-840). Mas, após sua morte, os desentendimentos entre seus filhos provocaram a desintegração do império. O vácuo de poder acabou sendo preenchido pela Igreja Católica, que começou a exercer uma crescente influência política e espiritual. Enquanto isso, a Europa novamente começava a afundar na Idade das Trevas. A desunião, que precedera o brilhante governo de Carlos Magno, havia retornado ao continente europeu. E como Itália e França mais pareciam um pântano de facções em guerra, um novo líder emergiu entre os germânicos. Seu nome era Henrique I (876?-936), conhecido também como "o Passarinheiro", que foi um líder poderoso, responsável pela consolidação dos estados germânicos. Quando morreu, deixou a Oto I, seu filho e sucessor, uma base firme e segura.

Oto I tentou unir as terras que antes haviam formado o vasto império de Carlos Magno. Mais uma vez, como ocorrera com Carlos Magno, a autoridade de Oto I foi resultado do desejo do papa em ter um norte da Europa fortalecido, que pudesse restaurar a ordem na Itália. Como o papa João XII estava em guerra com o rei italiano Berengar, ele ofereceu a Oto a coroa e o título de Sacro Imperador Romano se ele pudesse derrotar Berengar e unificar a península itálica. E foi o que ele fez.

Oto I foi coroado em 2 de fevereiro de 962 d.C.. A idéia de um Sacro Império Romano havia surgido com Carlos Magno e renascia com Oto. Mas, diferentemente do que ocorrera com Carlos Magno, o império de Oto sobreviveu muito mais tempo depois de sua morte. O império de Carlos Magno resistiu apenas por 27 anos após sua morte. E o Sacro Império Romano sobreviveu à morte de Oto por mais de oito séculos. Ele era formado basicamente pelos atuais territórios da Alemanha, da Áustria, da Itália, da República Checa e de algumas outras regiões próximas. Sua importância e poder continuaram a existir até o século XV e seu nome foi mantido até 1806. Exatamente como se planejara, o Sacro Império Romano trouxe, novamente, unidade política e espiritual ao coração da Europa, reunindo povos que em nada pareciam.

Como os reinos que compunham o Sacro Império Romano eram muito autônomos, não surgiu nenhum grande centro de poder em seu território. Nos séculos seguintes, todas as superpotências que apareceram na Europa, como Inglaterra, França e Espanha, eram externas ao Sacro Império Romano.

Referências bibliográficas

  • YENNE, Bill. 100 homens que mudaram a história do mundo. São Paulo, Ediouro, 2002. (bibliografia completa)
Voltar