Vasco da Gama
 | Navegador português (1469-1524). Descobriu a primeira rota comercial entre Portugal e a Índia, fazendo do seu reino uma potência mundial. |
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Vasco da Gama entrou para a história por ter sido o responsável pela descoberta da primeira rota comercial marítima entre a Europa e a Índia. Com isso, ele tirou o comércio dos árabes, que dominavam as rotas no Oceano Índico, e também colocou abaixo as rotas terrestres da índia para a Europa, mais caras que as feitas pelo mar. Vasco da Gama nasceu na cidade de Sines, província de Alentejo, Portugal. Filho de uma tradicional família de nobres – seu pai era uma espécie de prefeito de Sines e tinha certo prestígio na corte de dom João II –, Vasco recebeu boa educação. Depois que o navegador Bartolomeu Dias regressou a Portugal em 1487, após ter contornado o Cabo da Boa Esperança, na África, dom João II, rei de Portugal, havia encomendado ao pai de Vasco da Gama um projeto para que ele comandasse uma próxima expedição marítima com destino à costa ocidental da África. Mas ele morreu antes de poder realizá-la. Dez anos depois, em 1497, o novo rei, dom Manuel, decidiu retomar a exploração do continente africano e ir bem mais além: buscar um caminho marítimo para a índia. Vasco da Gama, um oficial da Marinha que já havia combatido os franceses na defesa das colônias portuguesas, foi o escolhido. Seguindo as orientações de Bartolomeu Dias, ele saiu de Lisboa em 8 de julho de 1497, comandando quatro navios e cerca de 150 marinheiros. Ele conseguiu contornar o Cabo da Boa Esperança em 22 de novembro e rumou ao norte, pelo Oceano Índico, costeando todo o litoral oriental da África, onde enfrentou resistência dos muçulmanos que dominavam o comércio na região. Depois, ele navegou pelo Mar das Arábias e chegou a Calicute (hoje Calcutá), no sul da índia, em 20 de maio de 1498, o principal centro comercial de pedras preciosas, pérolas e especiarias. A princípio, os portugueses foram bem recebidos pelo monarca hindu Samorim. Mas, depois, o governante se sentiu insultado pelos presentes de qualidade duvidosa levados por Vasco da Gama.
A façanha, que, nas décadas seguinte, abriria o comércio marítimo para Portugal, fazendo com que o pequeno país se tornasse um dos mais ricos da Europa no século XVI, teve um custo muito alto. Quando Vasco da Gama regressou a Lisboa, em 9 setembro de 1499, havia apenas um terço da tripulação inicial. A maioria dos tripulantes havia morrido de escorbuto durante a viagem de volta. Isso, no entanto, não impediu que Vasco da Gama recebesse muitas homenagens e uma polpuda recompensa financeira.
Como em sua primeira viagem ele não havia conseguido estabelecer uma rota comercial com a índia, ele teve que retornar em 1502. Nessa segunda expedição, ele comandou uma frota de vinte embarcações e marinheiros muito bem armados. E, dessa vez, sua permanência em Calicute não foi nada amistosa. Primeiro, ele vingou a morte de alguns portugueses que haviam ficado lá quando da passagem de Pedro Álvares Cabral (1467-1520). Depois, pôs fogo em um barco árabe, matando cerca de 400 pessoas inocentes, entre adultos, mulheres e crianças. Para forçar Samorim a expulsar todos os muçulmanos de Calicute e negociar diretamente com Portugal, da Gama matou 38 pescadores hindus e retalhou seus corpos. Depois, bombardeou o porto da cidade. À força, ele conseguiu o que queria. Já em Portugal, foi novamente homenageado como um herói, recebeu o título de conde e terras. Em 1524, investido do cargo de vice-rei da índia, ele ainda realizou sua terceira e última viagem à índia, onde ficou doente e morreu em 24 de dezembro de 1524.
Referências bibliográficas
- YENNE, Bill. 100 homens que mudaram a história do mundo. São Paulo, Ediouro, 2002. (bibliografia completa)
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