A corrida espacial |
O sucesso da colocação em órbita do satélite soviético Sputnik I, em outubro de 1957 (primeira conquista neste tipo de naves), representou um marco na corrida espacial e colocou a URSS na dianteira em relação aos Estados Unidos por um longo período. A situação se inverteu em 20 de julho de 1969, quando a nave norte-americana Apolo 11 pousou na Lua. O Sputnik, um satélite com 58 centímetros de diâmetro e menos de 84 quilos, deu a volta na Terra formando uma órbita elíptica, situada a uma distância de entre 228 e 947 quilômetros da superfície terrestre. Para dar a volta ao redor do planeta, o satélite, que se movia a uma velocidade de 29 mil quilômetros por hora, precisou de apenas 96 minutos. Dois transmissores de rádio instalados a bordo enviavam sinais a todo o mundo. O líder da União Soviética na época, Nikita Kruschev, não perdeu a oportunidade e proclamou triunfante: "Quando informamos sobre o êxito dos testes realizados com foguetes intercontinentais, alguns estadistas norte-americanos não acreditaram. Agora, porém, que inauguramos o lançamento de satélites e fomos bem-sucedidos, apenas os cientistas amadores vão continuar duvidando". Embora a comunidade de estudiosos norte-americanos tenha considerado a façanha soviética como um "feito fantástico", o amor-próprio da potência americana sofreu um pesado golpe. Os Estados Unidos, pioneiros na construção da bomba atômica e tidos como modelo a ser seguido no campo tecnológico, esperavam que seu satélite Explorer fosse o primeiro a entrar na órbita terrestre. Um mês depois do lançamento do Sputnik 1, os soviéticos aumentaram ainda mais sua vantagem na corrida espacial, enviando ao espaço a primeira nave tripulada: a cachorra Laika seria o primeiro ser vivo colocado em órbita a bordo do Sputnik 11. Apenas dois meses mais tarde, em dezembro de 1957, os americanos colocaram no espaço seu primeiro satélite, mas o foguete propulsor Vanguard explodiu no ar logo após o lançamento. Apenas em janeiro de 1958 a NASA conseguiu colocar em órbita o Explorer I, conduzido por um foguete Júpiter.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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