A influência do Iluminismo |
O Iluminismo, um vasto processo de renovação intelectual que elevou a razão à condição de valor primordial e ponto máximo da verdade, surgiu na Europa no final do século XVII e no início do século XVIII, atingindo todo o planeta. O movimento traduziu-se em uma crítica aos conceitos tradicionalmente aceitos e às estruturas de poder. Uma das conseqüências do surgimento desta corrente de pensamento foi o deísmo, uma religião com base racional. Alguns iluministas superaram as barreiras da neva crença e tornaram-se ateus e defensores de um materialismo mecanicista. Outro aspecto central do Iluminismo foi a crença em um progresso ilimitado, baseado na ciência e capaz de garantir felicidade ao homem. O resultado mais completo do pensamento iluminista foi a Enciclopédia, obra publicada em Paris e que resume as idéias dos maiores filósofos da corrente, como Voltaire, Rousseau, D’Holbach e Montesquieu. Seus principais idealizadores foram D’Alembert e Diderot. No século XVIII ocorreria ainda a Revolução Industrial, na Inglaterra. As mudanças no sistema de produção contribuíram para o surgimento de duas grandes correntes do pensamento econômico, a escola clássica e a fisiocrática. Para os seguidores dessa última, dos quais um bom exemplo é François Quesnay, todo o valor derivava da natureza. Já os economistas clássicos, como o escocês Adam Smith, julgavam que a lei da oferta e da procura regia os movimentos do mercado. O pensamento dos autores iluministas foi adotado por diversos monarcas, entre eles Frederico da Prússia, Maria Teresa da Áustria e Catarina, a Grande, da Rússia.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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