A moda durante a Primeira Guerra |
No inverno de 1916 e 1917, quando os Impérios centrais e os países democráticos se enfrentavam na Primeira Guerra Mundial, a moda européia passava por uma grande transformação. Em uma atitude considerada patriótica, muitas mulheres tiveram de assumir os postos ocupados por seus maridos, que lutavam na frente de combate. A mudança de rotina trouxe a necessidade de trajes mais práticos e levou à criação de vestidos mais funcionais. Além disso, as saias voltaram a ser justas. Muitas trabalhadoras adotaram os vestidos-abrigos, usados sobre blusas similares a camisas, e uma nova peça chamada jumper (do inglês jump, que significa "saltar") tornou-se corriqueira, difundida entre outras pela estilista francesa Coco Chanel. Nesta época, o contorno dos trajes lembrava a forma de um barril, pois eles eram soltos em relação ao corpo para facilitar o trabalho das mulheres nas fábricas, escritórios e hospitais.Esses modelos foram modificados e acrescidos de bolsos avantajados, que conferiam à peça uma certa graça e grande utilidade. Muitas mulheres confeccionavam seus próprios suéteres. Como a oferta de tecidos tornava-se cada vez mais escassa (na Alemanha, o Instituto de Previsão da Guerra chegou a confiscar diversos trajes), não restava outra saída a não ser recorrer à imaginação e reciclar o que já existia. Mesmo após a guerra, a moda não se caracterizou pela extravagância e a tendência funcional e confortável predominou durante todos os anos 20.A partir de 1919 a moda foi invadida por roupas inspiradas nas clássicas gabardinas presas com cinto e utilizadas pelos oficiais britânicos, iguais às exibidas pelo ator norte-americano Humphrey Bogart em dezenas de filmes. Graças a sua entrada no mercado de trabalho, até então exclusivo dos homens, as mulheres tomaram consciência de seus direitos. Um dos tabus derrubados referia-se ao comprimento dos cabelos, que passaram a ser usados curtos no apreciado corte chamado à la garçonne.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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