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A ordem mundial pós-Segunda Guerra


Durante a Segunda Guerra Mundial, os líderes das grandes potências aliadas reuniram-se em uma série de conferências, como as realizadas em Teerã e em Yalta, para negociar uma ordem pós-guerra e delimitar as zonas de influência. Após o conflito, os aliados ocidentais passaram a controlar todo o oeste da Europa enquanto o Exército Vermelho ocupava a parte oriental do continente. No Oriente, o Japão alinhou-se aos Estados Unidos enquanto a China, cujas forças comunistas de Mao Tsé-tung derrotaram os nacionalistas liderados por Chiang Kai-shek, se transformou em uma nação socialista. Em 1947, a Índia tornou-se independente da Grã-Bretanha, mas dividiu-se e deu origem a dois países: a Índia e o Paquistão. Em 1948, o nascimento do Estado de Israel transformou radicalmente a situação política no Oriente Médio, pois tornou-se inimigo comum a todas as nações árabes. O conflito eclodiu, mas os israelenses conseguiram conter a ofensiva dos países vizinhos. No mesmo ano, a URSS decidiu isolar Berlim e os aliados ocidentais tiveram de promover uma imensa ponte aérea para abastecer a cidade. Esta decisão do Kremlin propiciou a criação da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), uma aliança militar que unia os Estados Unidos e as nações da Europa Ocidental. A resposta de Moscou foi o Pacto de Varsóvia, acordo que combinava as movimentações do exército soviético com as forças dos países europeus situados sob influência da URSS. A tensão entre os dois blocos manifestou-se no Extremo Oriente com a eclosão da Guerra da Coréia, na qual combateram chineses e norte-americanos e concluída em 1953. O Plano Marshall, um vasto programa de assistência econômica mantido por Washington, permitiu que os países europeus começassem a se recuperar dos estragos da guerra. Em 1950, seis desses países assinaram o Tratado de Roma, que criava o Mercado Comum Europeu. O Japão também contou com a ajuda norte-americana para se recuperar no pós-guerra. Na África e na Ásia, o processo de descolonização tornou-se rápido e uma parte considerável das nações optou pelo não-alinhamento com as potências capitalista e comunista, uma posição que ficou claramente marcada com a fundação do Movimento dos Países Não-Alinhados.

Referências bibliográficas

  • História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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