As batalhas de Napoleão |
Napoleão Bonaparte desdenhava da velha aristocracia da época dos Bourbon e preferia se relacionar com os chefes militares e grandes administradores que o haviam acompanhado ou auxiliado em sua condução do governo. Algumas pessoas afirmavam que cada soldado do exército de Napoleão levava em sua mochila a insígnia de marechal. Com relação à conduta da nobreza do Antigo Regime, o imperador dizia: "Eu os convoquei para as fileiras do meu exército ou para fazer parte de meu governo e recusaram, mas quando convidei para participar da corte correram imediatamente". Outro relato se refere aos critérios usados pelo imperador para promover seus oficiais. Gros, coronel de um dos regimentos, apesar de apenas saber ler, estava um dia em uma das salas do Palácio das Tulherias e, julgando-se sozinho, parou diante de um espelho e disse em voz alta: "Você não esta mal. É corajoso e tem ar inteligente, mas é uma pena que não conheça a matemática. Se assim fosse, o imperador certamente lhe promoveria a general". Em seguida, Gros ouviu uma voz dizer: "Pois a partir deste momento considere-se no posto". Era Napoleão, que presenciara o monólogo de Gros. Em diversas ocasiões, os historiadores militares se perguntaram como Napoleão perdeu a batalha de Waterloo mesmo contando com um exército poderosíssimo e tendo obrigado os prussianos a se retirar no combate que precede na batalha final. Para muitos estudiosos, uma das causas do fracasso foi exatamente a ausência destes grandes chefes militares que Bonaparte havia reconhecido e promovido nos campos de batalha de toda a Europa. A falta de homens formidáveis como Murat, Suchet e Davaut pode ter exercido um papel decisivo na derrota daquele que possivelmente foi o maior estrategista da História.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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