As monarquias asiáticas |
Os safávidas, naturais do Azerbaijão, expulsaram os turcomanos que haviam invadido a Pérsia e fundaram uma nova dinastia. O xá Ismail, primeiro soberano desta linhagem, foi coroado imperador em 1502. Sob Abbas I, o Grande (1586-1628), a linhagem dos safávidas atingiu seu esplendor máximo. Ao mesmo tempo, a China estava sob o governo da dinastia Ming, a última natural do país. Seus soberanos concentraram um poder imenso, em grande parte devido à fraca atuação da burocracia confuciana. O comércio realizado com os portugueses por Macau era objeto de rígido controle. O período Ming terminou em meados do século XVII em meio a uma grave crise econômica e sangrentas revoltas camponesas. Os nanchus, que pressionavam o Império a partir da fronteira norte, aproveitaram o desgaste socioeconômico e invadiram a China. Em 1644, Pequim caía nas mãos dos invasores. A dinastia Manchu estendeu as fronteiras chinesas anexando possessões no centro e sudeste da Ásia. No Japão, o poder era controlado por governantes militares chamados shoguns. Um desses líderes, Ieyasu, pertencente à família Tokugawa, conseguiu estancar as lutas feudais que haviam fragmentado o país durante o século XVI. O temor da dominação européia levou o Japão a se isolar totalmente. No final do século XIV, a Índia foi invadida por hordas mongóis de Tamerlão, que saqueou Délhi. Na primeira metade do século XVI, Babur, descendente de Tamerlão, conquistou o norte hindu e criou ali o Império Mongol. Sob o governo de Akbar, o Grande, o Império floresceu e a cultura mongol desenvolveu novas formas de arte. Os mongóis perderam espaço para os mahratas, dinastia hinduísta da costa sudoeste da Índia.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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