As novas nações da América |
Com o objetivo de recompor as finanças reais, que tinham se esvaído como conseqüência da Guerra dos Sete Anos, o soberano inglês Jorge III introduziu novos impostos a partir de 1764. Isso provocou mal-estar nas colônias e, em 1773, os cidadãos de Boston lançaram ao mar um carregamento de chá como protesto contra o imposto sobre o produto. Em 1774, os representantes das colônias, reunidos na Filadélfia, pronunciaram-se contra os impostos com o argumento de que o Parlamento inglês os havia aprovado sem consultar os colonos. Jorge III se negou a fazer concessões e, em 1775, eclodiu a guerra entre a metrópole e as colônias. Em 4 de julho de 1776, os Estados Unidos se declararam independentes e em 1789 lançaram uma constituição republicana. Os acontecimentos nos Estados Unidos e a Revolução Francesa tiveram uma profunda influência sobre as possessões européias na América. Em 1804, o Haiti se tornou a primeira nação latino-americana independente. A ocupação da Espanha por Napoleão e a abdicação de Fernando VII fizeram os patriotas americanos pensar que era hora de o povo assumir a soberania. O movimento juntista iniciado na metrópole no marco da luta contra os franceses se estendeu à América. Essas juntas tiveram um papel vital no movimento emancipador. À medida que os realistas eram vencidos por personalidades como José de San Martin e Simon Bolívar, as nações norte-americanas se proclamaram repúblicas independentes. O Brasil, mesmo se tornando independente de Portugal em 1822, conservou as instituições monárquicas. Depois de sua independência, os Estados Unidos se desenvolveram como uma nação dividida. No Norte, onde prevaleciam as pequenas propriedades, a industrialização foi vertiginosa. No Sul, as grandes plantações de algodão e tabaco dependiam da mão-de-obra escrava.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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