Ascensão e queda de Roma |
Segundo a lenda, Roma foi fundada por Rômulo em 753 a.C. Como resultado da expansão militar e da colonização, aliadas à concessão de cidadania romana aos povos submetidos, toda a península itálica ao sul do rio Pó estava anexada ao poderoso Império entre 168 e 268 a.C. Os primeiros a serem dominados foram os latinos, seguidos dos etruscos, autores de uma poderosa civilização com influência ao norte de Roma e nas colônias gregas do mar Egeu. Dono de um imenso exército permanente e de reservas que reuniam milhares de soldados, o temido Império conseguiu derrotar os cartagineses nas Guerras Púnicas, ocorodas entre 264 e 146 a.C. Em seguida, suas legiões tomaram a Sicilia, vastas regiões da Espanha e o norte da África. No século 11 a.C., a Grécia e a Ásia Menor caíram sob o poder romano. A Gália, a Bretanha e a Dácia foram transformadas em províncias de Roma após as campanhas lideradas por Júlio César no seculo I a.C. O governo republicano aristocrático de aparências democráticas que controlou Roma após o fim da monarquia perdeu força em conseqüência das guerras civis entre patrícios e plebeus, sob seus respectivos líderes: primeiro Mário e Sila, depois Pompeu e César. Após o assassinato de Júlio César no Senado, o sobrinho do governante morto, Otávio, derrotou Marco Antônio e, por meio de um engenhoso sistema de acumulação de magistraturas, conseguiu fundar o primeiro Império, sistema que acabaou por problemas de sucessão. No século III d. C, o imperador Diocleciano criou um sistema de herança baseado na designação de dois césares e dois augustos. Teodósio, o Grande, que governou Roma entre 379 e 395 d.C., adotou o catolicismo como religião oficial e conseguiu preservar a unidade do Império por um tempo. Após a morte deste, porém, o dominio romano dividiu-se entre o Império Romano do Ocidente e do Oriente, cada um governado por um dos filhos do imperador. As invasões de povos estrangeiros (chamados de bárbaros pelos romanos), como os ostrogodos, hunos e vândalos, tornavam-se cada vez mais intensas. Aos poucos, esses grupos ocuparam partes do Império e assumiram maior influência sobre Roma, onde atuavam como líderes militares. Em 476, a derrota de Rômulo Augusto para Odoacro selou o fim do Império Romano do Ocidente.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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