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Conflitos na Europa no século XIX


A Revolução Industrial iniciada na Inglaterra se estendeu nas primeiras décadas do século XIX para a Alemanha e os Estados Unidos, provocando uma inusitada expansão da demanda por matérias-primas e da produção, ao mesmo tempo que intensificou a luta pela conquista de novos mercados. As mudanças econômicas se viram favorecidas pela renovação dos meios de transporte derivada da utilização da máquina a vapor para impulsionar barcos e locomotivas. A contrapartida do progresso econômico e da conseqüente acumulação de gigantescos capitais nas mãos da burguesia foi a existência atroz dos trabalhadores industriais. Homens, mulheres e crianças cumpriam nas fábricas jornadas intermináveis em troca de salários exíguos, alem de viver em cidades superpovoadas desprovidas de saneamento básico. Esse quadro levou ao surgimento de numerosas correntes reformistas, socialistas e anarquistas, para as quais convergiram intelectuais e operários. Os sindicatos foram legalizados na Inglaterra em 1824 e na França, em 1884. O estado de coisas conduziu, em 1648, ao surgimento de uma onda de revoluções na Europa. O saldo desses movimentos foi a proclamação da República na França, Roma e Veneza. Os sentimentos nacionalistas alcançaram sua expressão mais combativa no império dos Habsburgo. A Hungria tornava-se independente, e Piemonte tentou expulsar os austríacos da Lombardia, objetivo que finalmente foi alcançado ao iniciar-se a luta pela unidade italiana. Os levantamentos, no entanto, provocaram uma onda de temor entre a burguesia, que se dispôs a sufocá-los. A velha ordem foi restabelecida em 1849. O papado se afirmou na Itália, enquanto o império dos Habsburgo, com o apoio do exército czarista, abafou as revoltas. Na França, Luís Napoleão proclamou-se imperador, com o nome de Napoleão III. Otto von Bismarck conseguiu formar um império alemão unido, sob a dinastia prussiana dos Hohenzollern, depois de ter derrotado os austríacos na batalha de Sadowa e os franceses na contenda de Sedan. A Itália também conseguiu unir-se em torno do reino constitucional de Piemonte, graças aos esforços do conde de Cavour, chefe do governo piemontês, e do revolucionário Giuseppe Garibaldi.

Referências bibliográficas

  • História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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