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Crises nas cortes européias


Durante o século XVII, a Europa viu-se tomada por uma grave crise econômica. A escassez de alimentos, resultado de uma agricultura rudimentar, e a elevada pressão tributária prejudicavam as massas populares – que também precisavam enfrentar epidemias e guerras. Entre todos esses conflitos bélicos o mais grave foi a Guerra dos Trinta Anos, que, ao terminar, deixou a Alemanha devastada por exércitos estrangeiros. Paralelamente, cresciam a riqueza e a influência da burguesia, que começava a se misturar ou mesmo a substituir a aristocracia no exercício do poder político. Este fenômeno ocorreu sobretudo na Holanda, que, liberada da dominação espanhola, conseguiu estabelecer uma república federal na qual a burguesia desempenhava um papel hegemônico. O novo Estado passou por um rápido crescimento econômico e comercial que, somado a uma política comercial expansiva, fez do país um dos mais poderosos da Europa. A Espanha, por outro lado, ingressava em um período de claro declínio que começara com as seqüelas da guerra dos Habsburgo e com a queda da produção de metais preciosos. Na Inglaterra, a tensão entre a monarquia absolutista e o parlamento, já anunciado sob o regime dos Tudor, intensificou-se quando o poder passou para a dinastia dos Stuart. Não se tratava apenas de um conflito de poder, uma vez que a crise religiosa também se agravava e abria o fosso entre os soberanos, simpáticos ao catolicismo, e o parlamento, adepto do protestantismo. Não tardou para que surgisse uma guerra civil e as forças do parlamento derrotaram as tropas que defendiam o monarca. Carlos Stuart foi decapitado e a Inglaterra passou a ser uma república, na qual o poder cabia ao comandante do exército puritano, Oliver Cromwell. Apesar de voltar ao poder na segunda metade do século, os Stuart foram afastados em 1688 e o país adotou a monarquia constitucional com predomínio do parlamento. Enquanto isso, o soberano francês Henrique IV converteu-se ao catolicismo e tanto a nobreza quanto a aristocracia apoiaram a monarquia. O soberano Luís XIV se transformava no maior rei absolutista e a França se destacava como potência européia.

Referências bibliográficas

  • História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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