Filosofia de Confúcio |
Confúcio, nome dado pelos ocidentais ao filósofo chinês Kung Fu-tzu ("Grande Mestre Kung"), descendia de uma família nobre. Órfão desde a infância, passou seus primeiros anos em meio à pobreza, mas conseguiu fazer uma rápida carreira administrativa e chegou ao cargo de primeiro-ministro de Lu, seu Estado natal. Aos 54 anos, abandonou o trabalho público e dedicou-se a uma odisséia que durou treze anos: neste período, Confúcio e seus discípulos percorreram todo o país, oferecendo conselhos e serviços. Sua iniciativa, porem, não obteve êxito e, depois de ser ignorado ou mesmo expulso de alguns lugares, voltou a Lu para ensinar e escrever. Este homem, que apesar de autodidata chegou a ser considerado a pessoa mais culta de seu tempo, expôs seus pensamentos nos Ch’un Ch’iu (Registros da primavera e do outono). A informação mais precisa de suas idéias pode ser conhecida na antologia de máximas chamada Lun-yu ou Analectas. "O homem é quem pode ensinar a verdade", dizia Confúcio, que colocava o ser humano no topo de suas preocupações e pregava valores como literatura, ética, lealdade, fidelidade, piedade, respeito fraternal, decência e paz. Para ele, os homens deveriam buscar a prática da seriedade, verdade, diligência, generosidade, autocontrole e decência, virtudes que, entre outras, encontram-se resumidas na obra As três virtudes universais – a sabedoria, o amor e o valor, segundo Confúcio. O filósofo pregou a "virtude perfeita" e julgava ser um dever supremo do homem buscá-la. Os indivíduos de virtude perfeita eram considerados "homens superiores" ou "cavalheiros", termo até então aplicado em virtude do nascimento mas que, sob o confucionismo, adquiriu o sentido de qualidade ou de valores pessoais, o que contribuiu para minar a ascensão do feudalismo na China e para abrandar o preconceito de classe baseado na origem social.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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