O povo tuaregue |
Originário da África do Norte, nas atuais Líbia e Argélia, o povo tuaregue dedicava-se à agricultura e por isso adotou um estilo de vida sedentário. As informações foram encontradas em escritos em tifinar (130 a C.), alfabeto tuaregue distinto do árabe. As invasões árabes do século XII forçaram os tuaregues a adotar urna forma de vida nômade. Este povo incorporou algumas idéias do islamismo, mas apenas na medida em que podiam adaptá-las a suas próprias pautas culturais, mantendo intacto seu sistema jurídico. O comércio de camelos com outros povos da região permitiu que enriquecessem e sua fama de guerreiros temíveis decorreu do saque sistemático a povos de agricultores ou caravanas, das quais subtraíam alimentos e escravos. Com essas "aquisições", os tuaregues puderam manter uma rígida hierarquia social: nobres, clero, homens livres e artesãos pertenciam a distintas castas. Sob o ponto de vista político, a organização se dava segundo as famílias, conselhos e chefes de conselho. A herança era transmitida pelas mães, mas a vida cotidiana seguia um sistema patriarcal. As mulheres e seus serviçais dedicavam seu tempo à produção de artesanato ou à criação poética, enquanto os homens disputavam prestígio nas batalhas e saques. Durante séculos e até o início da colonização francesa, marco da interrupção da cultura e do começo do extermínio, a confederação tuaregue dominou o comércio e as vias de comunicação, tornando-se dona do deserto e da savana. Sua atividade estava centrada no transporte de mercadorias de leste a oeste, do Atlântico ao Mediterrâneo, e também no intercâmbio de espécies entre grupos distintos.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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