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Os conceitos budistas


O surgimento de reformadores que introduziram novos conceitos religiosos transformou o panorama espiritual da Ásia, de parte de África e até de trechos da Europa. Confúcio, que viveu na China entre os séculos V e IV a.C., inspirou um sistema de idéias baseado em sólidos princípios éticos. Suas teorias não floresceram durante a vida do filósofo, mas foram recolhidas por pensadores como Mencio (372-289 a.C.), que chegou a sustentar que os soberanos dependiam da vontade do povo e que este, portanto, tinha direito e poder de depor seus regentes caso os julgasse indignos ou incapazes. No século V a.C., nasceu na Índia Siddharta Gautama, chamado de Buda ("o iluminado"). Com notável influência sobre a população, o líder arrebanhava seguidores que abandonavam a vida materialista para dedicar-se à espiritualidade. Para o budismo não existiam sacerdotes nem hierarquias, o que negava aos monges a condição de intermediários entre os homens e os deuses. A minimização do papel do sacerdote, crucial na cultura tradicional hindu, foi acrescida da teoria de que os homens podem chegar à salvação por meio da sabedoria, o que representava um golpe fatal no sistema de castas, que dividia a sociedade em grupos imutáveis. As idéias de Buda chegaram à China, ao Japão e a outros países do leste da Ásia. No século VII, o mundo árabe passava pela mudança radical promovida pela religião monoteísta difundida por Maomé. O "profeta de Alá" conseguiu unir toda a península arábica e os califas que o sucederam levaram a fé islâmica até a Europa.

Referências bibliográficas

  • História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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