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Os faraós egípcios


Vários soberanos egípcios destacaram-se como guerreiros e reformadores religiosos. Um dos principais faraós conquistadores foi Tutmósis III, sob o qual o Egito desenvolveu características de um império expansionista. Amenófis IV entrou para a história por tentar introduzir o monoteísmo no Egito, mas pertencia à mesma linhagem de Tutmósis III – a XVIII dinastia. Durante duas décadas ininterruptas de guerra, Tutmósis anexou as cidades e reinos da Ásia Ocidental e conquistou com sua esquadra as ilhas do mar Egeu. Conseguiu surpreender os sírios e impor uma derrota devastadora na batalha de Armagedon. Com dezessete campanhas militares, ampliou as fronteiras do Egito até o pé dos montes Tauro e o rio Eufrates. Anexou a Síria, a Fenícia e a Palestina. Hatshepsute, sogra do soberano, mandou erguer o grande templo de Karnak em Tebas, capital da dinastia. O edifício tinha proporções monumentais, com colunas de 21 metros de altura e imensos capitéis iluminados. Amenófis adotou o nome de Akhenaton, que significa "servidor de Aton", o deus do Sol. Defendeu a crença em um deus universal e tentou acabar com a adoração às divindades locais, instituindo o culto a Aton por todo o império. Akhenaton odiava Amon, deus de Tebas, e mudou a capital do Egito para Amarna. Nas tumbas desta cidade, podem ser lidos os cânticos compostos pelo soberano em homenagem ao deus Sol. No entanto, os sacerdotes e defensores das tradições religiosas conspiraram contra Akhenaton, criando uma situação favorável para que os reinos da Ásia ocidental recuperassem sua liberdade. Tutancâmon, um faraó jovem e fraco que foi envolvido pelas intrigas dos sacerdotes e chefes militares, restaurou o culto de Amon e desfez as reformas iniciadas por seu antecessor. Foi o último soberano da XVIII dinastia.

Referências bibliográficas

  • História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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