Os funcionários do Império Chinês |
Na eficiente burocracia imperial chinesa, não havia espaço para favoritos nem para oportunistas. Para fazer parte do seleto grupo ou ascender dentro dele era preciso submeter-se a exames rigorosos, nos quais eram avaliadas as condições do candidato para ocupar o cargo almejado.Durante o reinado da dinastia Ming (1318-1644), as provas de seleção destacavam-se por exigir dos aspirantes amplos conhecimentos de literatura. Por meio delas, procurava-se aferir qual o domínio que o candidato tinha do complicado idioma chinês, com seu alfabeto de ideogramas e composto por milhares de caracteres que poucos conheciam. Os aspirantes tinham de compor poemas e textos de cunho moral, histórico, político e militar, seguindo os preceitos legados por Confúcio – filósofo nascido em 551 e morto em 479 a.C., fundador de um sistema ético que valoriza a tradição nacional e familiar. A dinastia Manchu, que exerceu o poder na China depois da dinastia Ming (a antiga linhagem demonstrou-se incapaz de conter uma rebelião camponesa que se espalhou pelo império), agia de outro modo. No início do reinado, os novos dirigentes nomearam para os postos mais elevados os aliados em sua trajetória ao trono, entre eles ricos proprietários de terra. O sistema de seleção por meio de exames, porém, logo voltaria a ser implantado – desta vez com mais rigor: os candidatos tinham de comprovar uma erudição extraordinária e memória impecável. As provas consistiam em composições sobre uma base proposta, nas quais era preciso inserir trechos dos textos clássicos. O método de promoção dos funcionários que formavam as classes cultas causou tamanho impacto na sociedade chinesa que chegou a determinar os estilos literários na moda durante os diversos períodos.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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