Perfil de Suleimã II |
No reinado de Suleimã II, que viveu entre 1520 e 1566, o Império turco atingiu o esplendor máximo de toda a sua história. Filho de Selim I, o famoso soberano tomou as cidades de Meca e Medina e passou a ocupar o papel de "rosto visível" do islamismo. O apelido de "Magnífico" foi atribuído pelos europeus, admirados com a grandiosidade e o refinamento da corte e pela nobreza do comportamento e dos atos do monarca, aspectos rapidamente difundidos por meio dos relatos de viajantes, comerciantes e artistas que conheceram Suleimã. Na opinião de alguns contemporâneos, o grande herdeiro dos turcos "bárbaros" superava em diversos aspectos os "civilizados" reis do mundo ocidental. Já os súditos chamavam seu regente de legislador, em conseqüência de seu talento como estadista e dos esforços realizados para eliminar o governo de terror instaurado por seu pai. Suleimã libertou as vítimas do regime anterior e tentou reforçar sua própria autoridade sem recorrer ao uso excessivo da força. Com estes objetivos, o monarca soube empregar com habilidade a autoridade religiosa que passou a acompanhar a figura do sultão após a conquista dos Lugares Sagrados árabes, promovida por Selim. Prosseguindo a política expansionista de seu pai, Suleimã derrotou os persas e tomou a Mesopotâmia, ocupou a margem oeste do mar Vermelho e o litoral norte da África. Suas conquistas atribuíram ao Império Otomano dimensões similares aos domínios de Carlos V. Ao contrário de seu pai, no entanto, preferiu orientar sua estratégia de anexação em direção das terras ricas e férteis do oeste da Europa. Em 1521, contando com a cumplicidade dos sérvios, os otomanos cruzaram o rio Danúbio e conquistaram Belgrado, cidade considerada imbatível. No ano seguinte, as tropas turcas se apossaram da ilha de Rodes, defendidas pela ordem cristã dos cavaleiros que exibiam o mesmo nome. A conquista libertou as frotas otomanas de uma ameaça constante. Apesar de sua intensa atividade como estadista e líder militar, Suleimã dedicou-se igualmente à proteção das letras e das artes.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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