Síntese da Revolução Francesa |
A classe média francesa do século XVIII tornava-se cada vez mais confiante e desejosa de exercer um poder político proporcional a suas posses e por isso atacava os privilégios garantidos à aristocracia. Os camponeses precisavam de terras e sentiam-se sufocados pelos árduos impostos que tinham de pagar à nobreza. Como os cofres reais haviam ficado vazios após a Guerra dos Sete Anos, Luís XVI convocou os Estados Gerais em 1789. Os representantes da burguesia, com apoio de setores do clero, fundaram em 17 de junho deste ano a Assembléia Nacional e no dia 20 juraram manter-se reunidos até que se conseguisse a aprovação de uma Constituição. Depois da tomada da Bastilha pelo povo francês em 14 de julho, a Assembléia Nacional elaborou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e a Constituição Civil do Clero, que estabelecia a lealdade às instituições. A Convenção Nacional, que substituiu a Assembléia em 22 de setembro de 1792, proclamou a república. Luís XVI foi guilhotinado em janeiro de 1793. As rebeliões na região da Vendée levaram ao estabelecimento do Terror, período durante o qual o Comitê de Salvação Pública, liderado por Robespierre, mandou executar centenas de aristocratas e oponentes da revolução, alem de revolucionários moderados. As divisões entre os revolucionários levaram à execução de Robespierre em 1794 e à formação de um diretório moderado, que se consolidou no poder graças às vitórias militares francesas contra as potências absolutistas, nas quais se destacou Napoleão Bonaparte. Quando o Diretório se transformou em Consulado, Napoleão foi nomeado primeiro cônsul. O general derrotou os exércitos ingleses, aliados dos monarcas absolutistas. Em 1812, proclamou-se imperador, mas, após uma desastrosa campanha na Rússia, as potências européias o obrigaram a abdicar e a se retirar para a ilha de Elba. Em 1815 Napoleão voltou à França, onde foi reconhecido como soberano pelo exército e pelo povo – mas acabou derrotado na batalha de Waterloo e enviado ao exílio em Santa Helena, onde morreu em 1821.
Referências bibliográficas
- História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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