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Síntese de Idade Média


Após a queda do Império Romano do Ocidente, o poder se fragmentou na Europa. No reino visigodo, que ocupava a Espanha e partes da França, foram mantidas a administração, a língua e a religião latinas até a chegada dos muçulmanos. A Itália, que na segunda metade do século V e primeira do século VI transformou-se em um Estado ostrogodo submetido ao controle de Bizâncio, permaneceria sob o poder dos lombardos, de origem germânica, do papa e do Império Romano do Oriente. Na França reinava a dinastia dos merovíngios, e tanto neste país como na Alemanha surgiria o feudalismo, sistema político, social e econômico que depois predominaria na Europa Ocidental. A autoridade dividiu-se entre os senhores feudais, figuras que exerciam ao mesmo tempo o papel de proprietários das terras e de líderes militares. A sociedade européia adquiriu uma estrutura em forma de pirâmide, na qual as relações entre os indivíduos se davam por laços de vassalagem. Assim, as camadas mais baixas se comprometiam a entregar parte de sua produção ao dono da terra, em troca de proteção. O mesmo ocorria com a pequena nobreza em relação aos aristocratas mais poderosos e entre estes e o monarca. Com esta configuração o território europeu dividiu-se em centenas de minúsculos centros de poder, um solo fértil para intermináveis guerras entre os senhores feudais. Nos conventos e mosteiros, porém, a cultura greco-romana sobrevivia graças aos monges que se dedicavam a copiar manuscritos antigos. A dinastia dos Carolíngios (747-987) expandiu as fronteiras do reino. Carlos Magno (768-814) conquistou quase toda a Germânia e a Itália lombarda. Em 800, foi coroado imperador pelas mãos do papa Leão III. No ano de 1095, o papa Urbano II convocou todos os senhores da Europa para uma cruzada que tinha por objetivo liberar os locais sagrados do cristianismo. A Terra Santa fora ocupada pelos islâmicos, que também dominavam o Oriente Médio. As expedições militares se multiplicaram e resultaram na fundação de alguns reinos francos no Oriente – todos, porém, de vida curta. Os movimentos das cruzadas serviram para minar o poder dos senhores feudais e pavimentar o caminho para o ressurgimento das monarquias. A burguesia comercial tornava-se cada vez mais poderosa, sobretudo nas cidades alemãs e italianas, e a criação das universidades contribuía para a expansão cultural. Esta era a situação da Europa em 1453, quando a cidade de Constantinopla, hoje Istambul, caiu na mão dos turcos, provocando a extinção do Império Romano do Oriente. Para os historiadores, o fato marca a transição da Idade Média para a Era Moderna.

Referências bibliográficas

  • História do Mundo. Editora e gráfica Visor do Brasil, Ltda. São Paulo, Visor, 2000. (bibliografia completa)
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