A coruja-do-celeiro em extinção
 | A coruja-do-celeiro em extinção. |
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A coruja-do-celeiro já foi uma das corujas mais comuns, mas, como acontece com muitas outras aves de rapina, sua população tem diminuído devido às práticas agrícolas modernas. Tornou-se muito mais rara na Europa. Mas, isso tudo parece um pouco contraditório: foi exatamente a agricultura que a tornou mais comum no início.
Em paisagens absolutamente naturais, a coruja-do-celeiro constrói seu ninho em penhascos e nos ocos das árvores. Ela caça ratos silvestres, camundongos e outros pequenos mamíferos. Quando os homens estabeleceram suas plantações, a área de que ela dispunha para caçar aumentou. E os celeiros construídos pelos agricultores, para abrigar seus animais e estocar sua produção de grãos, ofereciam excelentes opções para a nidificação. Alguns grãos derrubados no chão dos celeiros atraíam camundongos e ratos, que supriam as necessidades das corujas. Com o passar dos anos, a coruja-do-celeiro tornou-se dependente das atividades agrícolas dos homens.
Ultimamente, entretanto, a agricultura vem se tornando mais eficiente. Os antigos celeiros aconchegantes foram demolidos e substituídos por celeiros abertos; expostos a correntes de ar. Arvores ocas são normalmente removidas, menos grãos são perdidos e os campos de hoje são menos convidativos aos pequenos mamíferos. Esse lindo pássaro tornou-se, assim, vítima de sua própria dependência dos humanos. O uso de pesticidas também contribuiu para o seu declínio, porque a coruja-do-celeiro absorve quantidades perigosas de veneno através da cadeia alimentar. Um efeito dos pesticidas nas corujas é que elas passam a botar ovos com cascas muito finas, e os filhotes, algumas vezes, ficam deformados.
As corujas-do-celeiro são hoje muito raras na Europa. Recentemente, a Sociedade Real para a Proteção das Aves lançou um programa promocional visando estimular os agricultores britânicos a adotar medidas para ajudar essas corujas magníficas, que já foram tão comuns na zona rural.
O que aconteceu com o lobo?
Há mais ou menos 2 mil anos havia uma grande população de lobos na Grã-Bretanha. Naquela época, o país ainda era densamente ocupado por florestas nas quais esses animais viviam, caçando uma grande variedade de outros animais.
 | Hoje os lobos sobrevivem na América do Norte, Espanha e partes da Escandinávia. |
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Nos mil anos seguintes, os agricultores começaram a cortar as florestas. Como resultado, muitas das criaturas que as habitavam, incluindo o lobo, também começaram a desaparecer. Quando os normandos chegaram, em 1066, muitos animais já se encontravam em vias de extinção.
O lobo, particularmente, sofreu muito. Com o passar dos séculos, histórias sobre a sua ferocidade tornaram-se parte do folclore popular, e ele era muito temido. As pessoas matavam esses animais toda vez que podiam. E, devido ao fato de que freqüentemente atacavam animais domésticos, principalmente ovelhas, os lobos eram implacavelmente perseguidos pelos agricultores.
No final do século XV, foi feita uma tentativa para preservar os lobos através da adoção de uma estação fechada – um período de alguns meses durante os quais ficava proibida sua caça. Mas já era tarde, e o lobo desapareceu da Grã-Bretanha em 1550.
Atualmente o lobo sobrevive na Escandinávia, na Espanha e na América do Norte, onde ainda é caçado.
Referências bibliográficas
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