Faixa da seção de Ecologia
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A vida silvestre em vias de extinção


Colheitadeira de forragem

Uma colheitadeira de forragem juntando capim para a silagem. O corte, realizado duas ou três vezes ao ano, impede a sobrevivência das flores do campo.


No mundo todo, existem animais e plantas ameaçados de extinção e muitos já foram extintos. Uma das razões para o desaparecimento deles é o abuso verificado – são caçados por sua carne ou pelos artigos valiosos obtidos de suas peles, pêlos, cascos, presas e chifres. Outros desapareceram ou porque foram vítimas de predadores ou porque não conseguiram competir com os animais introduzidos em seus habitats pelo homem.

Mas o principal motivo para o desaparecimento de animais e plantas está no simples fato de que seus habitats naturais têm sido destruídos. Em muitos casos, o fator por trás desta destruição é a busca de mais áreas para a prática agrícola. É claro que isto vem ocorrendo há muito tempo; os habitats naturais têm sido destruídos há muitos anos. O problema, contudo, é que essa destruição vem sendo feita a uma velocidade alarmante.

Extinção de espécies florais

Plantas típicas dos charcos do sul da Grã-Bretanha, tais como a orquídea, a valeriana e a calêndula, tornaram-se mais raras, na medida em que os prados úmidos onde florescem vêm sendo drenados para fins agrícolas.


Na Grã-Bretanha, pouco resta das grandes florestas que antigamente cobriam o país. Como conseqüência, vários animais típicos das áreas florestais, como o javali, o urso marrom, o castor e o lobo, têm desaparecido. Outros animais conseguiram se adaptar à vida nos novos habitats, que foram criados à medida que os homens mudavam a paisagem – matas, prados, fileiras de arbustos, planícies em declive e urzedos. Entretanto, nos últimos anos, até mesmo estes habitats naturais começaram a desaparecer. As planícies em declive e as áreas de brejo passaram a ser exploradas e seus solos "melhorados" com o uso de fertilizantes. Nos últimos 40 anos, mais de 200 mil km de cerca-viva foram removidos porque a agricultura mecanizada de hoje tem melhor desempenho em grandes áreas abertas. Os charcos, que existiam na época das grandes florestas, estão sendo drenados e convertidos em campos adequados para a lavoura.

Bisão

Antigamente, grandes rebanhos de bisões percorriam as campinas do meio-oeste americano. Hoje, devido à caça e à agricultura, já não mais existem, mas um rebanho para a reprodução dos animais foi implantado no Parque Nacional de Yellowstone.


A história se repete em quase todos os lugares do mundo. Em todas as áreas onde os homens estabeleceram assentamentos permanentes, eles limparam a vegetação natural para arar a terra. Nos Estados Unidos, as grandes planícies centrais, onde uma enorme população de bisões costumava pastar, tornaram-se as mais vastas terras produtoras de grãos do mundo.

Hoje, a maior parte dos bisões sobrevivem no Parque Nacional de Yellowstone, onde se encontram sob proteção. No leste dos Estados Unidos, assim como na Europa, perderam-se muitas das antigas florestas temperadas.

A Austrália tem vivido o mesmo processo dentro de um período de apenas 200 anos, desde a chegada dos colonos europeus. Lá, são as florestas nativas de eucalipto das porções oriental e ocidental do continente que foram cortadas. O cinturão de trigo da Austrália Ocidental ocupa hoje uma área na qual antigamente existia uma rica variedade de eucaliptos nativos, tais como algumas espécies gomíferas de folhas vermelho-amareladas, o wandoo e a seringueira de York. Hoje, essas plantas estão restritas a pequenas comunidades isoladas. Treze das 46 espécies de mamíferos desapareceram desta região e nove dentre elas estão extintas do continente australiano.

Tartaruga-do-pântano

A tartaruga-do-pântano, típica do oeste da Austrália, é rara nos dias de hoje porque muitos dos pântanos nos quais vive foram drenados paraceder lugar a terras cultiváveis.


Referências bibliográficas

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