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Agricultura e poluição


A poluição é hoje um problema sério em muitas partes do mundo. Grande parte da poluição é causada pelos processos industriais, usados para gerar energia e materiais que consumimos. Técnicas agrícolas modernas também poluem o meio ambiente.

Fertilizante à base de amônia

Um agricultor espalhando fertilizantes à base de nitrogênio em Maryland, Estados Unidos. Neste caso, o fertilizante é um composto líquido de amônia, que será convertido em nitratos pelas bactérias existentes no solo.


Muitos dos materiais que chamamos de poluentes existem na natureza. Entretanto, tais substâncias podem facilmente se tornar nocivas quando artificialmente introduzidas em grandes quantidades. As substâncias químicas conhecidas por nitratos, por exemplo, ocorrem naturalmente no solo e são essenciais para o crescimento das plantas. Por isso, agricultores adicionam ao solo uma grande quantidade de fertilizantes à base de nitratos, com o objetivo de favorecer o desenvolvimento de suas plantações. As plantas rapidamente absorvem os elementos químicos contidos nos fertilizantes, se fortalecem e produzem melhores safras do que aquelas áreas não tratadas com fertilizantes.

Infelizmente, as plantas não absorvem todo o nitrato depositado no solo. O processo de absorção leva cerca de três dias e, durante esse período, a água da chuva pode acabar carregando o nitrato contido nas camadas mais superficiais do solo. Este problema é típico de áreas bem drenadas, onde os agricultores devem aplicar uma grande quantidade de fertilizantes para assegurar uma absorção satisfatória por parte das plantas. O nitrato restante, contido no fertilizante não-absorvido, escoa, por canais e córregos, para dentro de represas e lagos.

Fossa de dejetos orgânicos

Uma fossa aberta de dejetos orgânicos animais é usada para represar a água que escoa de um curral. A dispersão desta massa fecal pode poluir valas e rios.


O nitrato também é levado para lençóis freáticos e rios, usados como fonte de água potável. Acredita-se que a alta concentração de nitrato na água consumida pode provocar sérias conseqüências. Quando o nitrato penetra no sistema digestivo de uma pessoa, bactérias o convertem em nitrito. Essa substância química impede que o sangue absorva oxigênio de modo satisfatório e, quando presente em dose concentrada, pode ser perigosa. O problema é raro em adultos, mas bebês correm sérios riscos. Suspeita-se também que nitritos causem câncer.

Os fertilizantes artificiais não são a única fonte de nitratos, que também estão presentes no estrume, encontrado nos pastos e chiqueiros das fazendas, e que tem sido usado pelos homens do campo há centenas de anos. Durante o inverno, quando os animais são recolhidos em estábulos e acomodados em celas forradas de palha, o esterco se mistura com a palha, formando adubo. Usada com moderação, esta mistura é pouco poluente. Ela elimina mais lentamente os nutrientes que possui do que os fertilizantes artificiais, além disso o material orgânico contido no estrume ajuda a melhorar o solo. Contudo, quando usado em excesso, o esterco pode contribuir para o problema da poluição.

Produção de silagem

A silagem é feita a partir de pilhas de capim cortado bem fino. Depois de recolhido por um trator, o capim é selado sob uma camada de politeno para mantê-lo vedado ao ar.


Hoje, entretanto, o estrume de gado é usado com menos freqüência. Técnicas agrícolas modernas geram uma substância muito mais concentrada, conhecida como pasta excrementicial – um material semilíquido, composto quase inteiramente de estrume e urina. Esta pasta é produzida por animais criados em grande escala, como gado e porcos. Um grande número destes animais é mantido dentro de instalações especiais, onde são alimentados com rações concentradas. Os animais produzem, obviamente, enormes quantidades de dejetos. Nos Países Baixos, em 1986, os criadores de porcos produziram 97 milhões de toneladas de pasta, 28 milhões de toneladas a mais do que seriam capazes de utilizar.

Fungo no milho

Os agricultores usam fungicidas para prevenir doenças nas plantas. Aqui, o fungo conhecido como fuligem-do-milho inutilizou completamente esta espiga.


A massa de dejetos animais está se tornando rapidamente uma séria ameaça para o meio ambiente. Como os excrementos humanos, trata-se de uma massa de material em decomposição. As bactérias responsáveis pelo processo de decomposição necessitam de muito oxigênio. Os dejetos humanos são enviados para estações de tratamento de esgoto. Mas a massa semilíquida de excrementos animais, de quantidade muito maior que os dejetos humanos, é estocada nas próprias fazendas, em fossas ou tanques. Muito freqüentemente esses recipientes vazam ou transbordam, causando grandes prejuízos ambientais para os riachos e rios das redondezas. Peixes e outros animais morrem por asfixia, na medida em que seu oxigênio é consumido. Essa pasta fecal não-tratada é com freqüência espalhada diretamente sobre os campos, de onde pode ser levada para os rios pela chuva. Dejetos animais em decomposição também produzem grande quantidade de metano, que é um dos gases responsáveis pelo efeito estufa.

Um tipo de poluição, ainda mais grave, pode ser causado por uma exalação típica das fazendas, conhecida por eflúvio de silagem. Silagem é um alimento de inverno obtido pela fermentação de capim recém-cortado. O processo de fermentação produz um líquido muito ácido chamado de eflúvio ou efluente. Quando bem feita, a silagem produz pouco eflúvio. Entretanto, se o capim estiver muito úmido, ou não tiver sido deixado no campo para secar o suficiente, grandes quantidades de eflúvio serão produzidas. Assim como a massa de dejetos animais, os eflúvios de silagem se espalham pelos campos e às vezes atingem riachos e rios.

Enxame de gafanhotos

No norte da África, enxames de gafanhotos freqüentemente devastam plantações de vital importância, deixando aos agricultores poucas alternativas, além do uso de pesticidas como o dieldrin.


Referências bibliográficas

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