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O destino do lixo químico


Os produtos químicos são parte importante de nossas vidas. Servem para muitas coisas, como matar pragas agrícolas ou limpar microchips de computadores. Muitos, porém, são altamente perigosos e, depois de usá-los, é muito difícil livrar-se deles. Nos países mais industrializados já existe um controle rígido sobre o uso e a destinação dos rejeitos desses produtos, mas às vezes esse controle é ignorado e acontece um acidente. Quando isso ocorre, gases venenosos são liberados na atmosfera e absorvidos pelas pessoas.

Queimar o lixo tóxico

Protesto do Greenpeace contra incineração

O grupo ambientalista Greenpeace invadiu um navio de incineração no Mar do Norte e amarrou essa bandeira na chaminé, chamando a atenção das pessoas para o risco da queima de lixo tóxico no mar. Por causa de protestos como este, 65 países concordaram em proibir a incineração marítima em 1994.


Para tornar seguros os resíduos químicos tóxicos, eles devem ser queimados a altas temperaturas. Os PCBs formam um dos grupos químicos mais perigosos à vida. São tão perigosos que o desenvolvimento de novos usos para eles é considerado ilegal na Europa. No entanto, é preciso dar uma destinação final a 200 mil toneladas desses produtos que ainda são usados em equipamentos elétricos obsoletos. Quando esses aparelhos quebrarem, o PCB será queimado à temperatura de 2 000 ºC durante pelo menos 22 segundos, para se ter segurança de que os elementos tóxicos foram destruídos. Se esse procedimento falhar, gases muito perigosos serão liberados na atmosfera. Faz parte desse grupo a dioxina, um dos gases mais venenosos que conhecemos.

O processo de queima desses resíduos é conhecido como incineração. Os incineradores estão sendo construídos em navios, para que a queima aconteça em alto-mar, já que existe risco de poluição atmosférica. O Greenpeace é uma entidade ambientalista que faz campanhas contra esse procedimento, denunciando o acúmulo de lixo tóxico em alto-mar, perto de áreas de incineração. O Greenpeace provou também que um navio estava liberando dioxina na atmosfera.

A pressão de entidades ambientalistas como Greenpeace e Friends of the Earth (Amigos da Terra) é uma das razões pelas quais um grupo de países firmou a Convenção de Londres, concordando em que a queima de lixo tóxico no mar deveria parar em 1994. Sessenta e cinco nações que assinaram a Convenção decidiram também não enviar o lixo tóxico aos países que não assinaram o documento. A Associação dos Incineradores Marítimos, que fez um grande investimento na compra de três navios especiais para incineração, protestou, afirmando que essa proibição era desnecessária.

Armazenagem de restos químicos

Podemos ajudar o meio ambiente levando tinta velha, óleo de motor e outros produtos químicos a lugares apropriados para que sejam eliminados de maneira segura.


A Associação prometeu mostrar provas científicas de que a queima é segura e deve receber permissão para continuar.

Parte da incineração de produtos tóxicos é feita em terra, mas a maioria dos incineradores terrestres queimam lixo doméstico e hospitalar. Lixo doméstico é um problema a parte, porque tem todo tipo de detritos que podem também liberar gases perigosos quando queimados. O mesmo acontece se o lixo doméstico é queimado em fogueiras nos terrenos baldios, por exemplo.

Controlar a poluição

Produtos químicos perigosos podem escapar para a atmosfera de vários modos, o que torna seu controle muito difícil. Os pesticidas podem ser espalhados pelo vento e prejudicar árvores, plantas de jardim e toda a vida silvestre. Se os recipientes em que são estocados tiverem rachaduras, gases tóxicos escaparão para a atmosfera. Os produtos fumegados para proteger as vigas de madeira no teto de uma casa matam não só insetos e fungos, como também morcegos e pássaros.

A maioria dos países estão cientes do perigo e estabeleceram rígidos controles para manuseio, emprego e destinação dos produtos químicos e do lixo tóxico. Mas é muito difícil exigir que essas regras sejam efetivamente respeitadas: a ação dos descuidados e inescrupulosos que poluem a atmosfera ainda escapa a esses controles.

Referências bibliográficas

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