Faixa da seção de Ecologia
MeusEstudos.com » Ecologia » Chuva Ácida » A chuva ácida e os mares

A chuva ácida e os mares


Pinheiro sob o efeito da acidez da chuva

Ao sofrer os efeitos da chuva ácida, esta árvore está produzindo muitas pinhas, o que indica a proximidade da morte.


Pensava-se que os mares não eram afetados pela chuva ácida, mas um relatório do Fundo de Defesa Ambiental (EUA) afirma que a chuva ácida está prejudicando os peixes ao longo da costa atlântica dos Estados Unidos. Baías e águas costeiras, que são importantes áreas de procriação, são as mais afetadas. No entanto, a administração do presidente Ronald Reagan permaneceu firmemente oposta a qualquer tentativa de restringir as emissões porque, afirmava-se, não havia evidência suficiente de prejuízos. No referido relatório, o doutor Oppenheimer declara: "Ao ignorar o problema da chuva ácida, o Congresso e a Administração decidiram sacrificar milhares de lagos. Virando as costas deste modo, eles mostraram também não darem a mínima importância aos nossos estuários e águas costeiras".

Dano para as árvores e florestas

Até os anos 60 a chuva ácida não era reconhecida como uma ameaça séria para as florestas. A primeira evidência foi encontrada nos Sudetos, uma cadeia de montanhas entre a Polônia e a República Tcheca importante na produção de madeira. Alguns pinheiros apresentavam ramos muito nós e outros estavam morrendo. Em meados dos anos 70 houve um acentuado agravamento desses problemas. Constatou-se que morriam lotes inteiros de árvores, enquanto outros sequer chegavam a se desenvolver.

Bordos canadenses

Bordos canadenses constituem a fonte do xarope do bordo, mas atualmente estão sendo destruídos pela chuva ácida.


Corrosão pela chuva ácida

A corrosão desta estátua, numa igreja inglesa, é acelerado pela chuva ácida.


Atualmente, quase 40% da floresta está morta ou em extinção. Extensas áreas que já foram cobertas pela floresta são atualmente campos abertos. Não passou despercebido que os Sudetos estão situados na direção dos ventos que sopram de uma região cuja dependência do linhito é intensa e que, quando queimado, libera bastante enxofre. O uso dessa substância aumentou de 30 milhões de toneladas, em 1950, para 100 milhões de toneladas, em 1980.

Nem todas as regiões se encontram tão seriamente afetadas, mas atualmente há informações vindas de todas as partes do mundo sobre árvores prejudica das. É fácil reconhecer uma árvore morta, mas na maioria dos casos a morte não se deve diretamente à chuva ácida, que as enfraquece e elas morrem derrubadas pelo vento, ou atacadas por insetos e fungos. As árvores coníferas correm risco maior, embora as árvores decíduas sejam igualmente afetadas.

Restauração da Estátua da Liberdade

O mais famoso símbolo dos EUA, a Estátua da Liberdade, sendo restaurada em 1984.


O prejuízo para as construções

Se você olhar para as diversas construções, especialmente as velhas, poderá notar muito bem que os materiais de construção estão se dissolvendo. Eles desgastam-se naturalmente pela ação do tempo, mas isso leva muitos anos, geralmente alguns séculos. A chuva ácida acelera o processo. Em 1984, a Estátua da Liberdade, em Nova Iorque, Estados Unidos, teve, de ser parcialmente desmontada para restauração, porque a poluição ácida corroeu a estrutura metálica e o revestimento de cobre. Milhões de dólares foram gastos para recuperar o seu antigo resplendor, mas quem deveria pagar por isso? Quem paga impostos em Nova Iorque, ou as fábricas que, em princípio, são as responsáveis pela poluição?

Referências bibliográficas

Voltar