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Parando com o pastoreio excessivo


Há muitas razões para o pastoreio excessivo. Mais uma vez, não há soluções simples para o problema. Muitas das medidas sugeridas, se empregadas isoladamente, servem apenas para causar mais problemas. Elas são bem-sucedidas somente quando adotadas em conjunto.

Observe a seguir algumas sugestões de medidas que podem ajudar a solucionar o problema:

Paisagem desértica

Esta era uma área densamente florestada. Agora, poucas árvores restam.


Melhoria da qualidade dos animais: Doenças podem ser controladas através de vacinação e outros programas de saúde. Com isso, não somente os animais ficarão mais bonitos, mas também os criadores sairão ganhando; afinal, um animal doente é somente um fardo para eles. Taxas de sobrevivência mais altas, entretanto, fazem aumentar os rebanhos, levando à destruição das pastagens. Assim, melhor controle de doenças só funciona se for empregado juntamente com outros métodos.

Melhores linhagens: Muitos animais não estão adaptados às condições áridas e semiáridas: eles não estão acostumados a viajar longas distâncias à procura de água ou pasto. O gado bovino também é suscetível a doenças e não pode resistir à seca, como as cabras e as ovelhas, mas é preferido pelos criadores devido ao seu tamanho e à alta produção de leite. Raças mais semelhantes às que já habitam a região norte da África, como o ádax, um antílope selvagem do Saara (agora ameaçado), podem produzir um animal doméstico melhor adaptado.

Aumento do número de animais abatidos: Não é tão fácil quanto parece aumentar o número de abates. É importante entender que os animais não são apenas uma forma de moeda ou capital: eles são parte da vida e da sociedade dos criadores. Além disso, a maior parcela do comércio envolve a troca de animais e leite por grãos. Quando os grãos estão escassos, a decorrência lógica é a redução do comércio.

Melhoria das pastagens: Reduzir o tamanho dos rebanhos permite que a terra se recupere naturalmente. Projetos de replantio no Sudão têm tido sucesso.

Melhor administração: Atualmente, novos sistemas de gerenciamento estão sendo experimentados. Um deles impõe controle de pastagem aos pastores nômades; outro encoraja-os a se fixarem. De fato, eles próprios sempre controlaram o uso da água e do pasto. Como os aborígines e os nativos africanos, entendem a terra melhor que ninguém. Projetos de fixação geralmente têm-se mostrado completamente desastrosos, causando perigosas concentrações de animais, além de prejudicar o modo de vida das próprias pessoas.

Cactos na Nigéria

Cactos usados como quebra-ventos, na Nigéria.


Seria fácil dizer que é necessário voltar aos métodos tradicionais, mas as condições mudaram tanto que retornar agora seria impossível. O que falta é uma combinação de métodos tradicionais com novas técnicas, como melhorias de raças e linhagens, controle de doenças e melhor comercialização e preços.

Referências bibliográficas

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