Conservação em marcha
Como podemos deter a destruição?
 | Muitas frutas e cereais que constituem nossa dieta básica são originárias da floresta. A flor de maracujá, típica da América do Sul, é uma planta comum nos jardins, enquanto seu fruto é amplamente comercializado para fins culinários. |
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A maioria das florestas tropicais é encontrada em países em desenvolvimento – os economicamente mais pobres. É muito fácil para os prósperos países do Primeiro Mundo criticá-los por devastarem suas florestas. Mas, no processo de industrialização pelo qual passaram, as nações mais desenvolvidas também sacrificaram muito de seu acervo natural em nome da "civilização". Ainda continuam a destruir e poluir as reservas naturais do planeta. Por isso, não têm servido como exemplo para os países mais pobres. Os países desenvolvidos têm de dividir com as nações em desenvolvimento a responsabilidade pela tentativa de conservação das florestas remanescentes no mundo, antes que seja tarde demais. Esses países ricos desfrutam hoje de um grande avanço técnico e científico em campos como a biologia, a agricultura, a engenharia florestal e outras áreas especializadas do conhecimento, que os habilitam a atuar em favor das florestas.
 | A borracha é um importante produto da floresta. A fotografia mostra uma mulher brasileira colhendo látex de uma árvore. |
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Como podemos interromper a destruição das florestas tropicais? É difícil, mas existem várias maneiras de controlar satisfatoriamente a derrubada desses magníficos santuários. Se os atuais métodos agrícolas fossem modificados, haveria uma redução na demanda contínua por terra arável e, conseqüentemente, uma diminuição na velocidade de desmatamento. Como os solos das florestas são antigos e, portanto, pobres em nutrientes, plantações anuais de cereais não produzem colheitas satisfatórias. Entretanto, alguns tipos de plantas podem ser muito benéficos para o solo das florestas. É o caso de várias espécies de palmeiras. Estas árvores crescem facilmente no solo do sub-bosque. Na fase adulta, as palmeiras ajudam a equilibrar o solo. Dessa forma evita-se a erosão, ao mesmo tempo em que se obtém, do óleo extraído do coco da palmeira, uma útil fonte de renda. Essa alternativa não é uma solução simples, aplicável a toda e qualquer área de floresta tropical do planeta. Mas demonstra que é possível cultivar espécies de forma lucrativa, sem recorrer a métodos agrícolas cujos resultados são desastrosos para as florestas nativas.
 | As palmeiras desenvolvem-se no subosque das florestas tropicais. Em áreas desmatadas, é possível cultivar palmeiras oleaginosas. Elas produzem óleo de coco e ajudam a estabilizar o solo desprotegido. |
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Uma outra ameaça que paira sobre a floresta e que precisa ser afastada é a extração madeireira. O desmatamento indiscriminado, no qual todas as grandes árvores são derrubadas, significa o fim da floresta. Uma alternativa menos nociva seria a retirada seletiva, na qual a extração de madeira não implicaria a destruição de florestas inteiras. De acordo com esta prática, apenas determinadas árvores são cortadas de cada vez. Com o passar dos anos, novas árvores crescem e preenchem a lacuna deixada no dossel, como ocorre na substituição das árvores mortas por causas naturais.
 | Na retirada seletiva, apenas algumas árvores, e não a floresta toda, são derrubadas. Gradualmente, a floresta se recompõe, exatamente como faz quando uma árvore enorme cai em condições naturais. A foto foi tirada na floresta de Victoria Falls, no Zimbábue. |
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A indústria madeireira causa ainda outros problemas. Constrói estradas e trilhas nas florestas para o transporte da madeira. O peso dos caminhões carregados também prejudica a floresta. Se esse tipo de agressão pudesse ser evitado, e se a retirada seletiva fosse amplamente difundida, as perspectivas para as florestas seriam muito menos sombrias. O ideal, entretanto, seria que o desmatamento para extração de madeira fosse definitivamente suspenso, para garantir às florestas uma proteção em longo prazo.
Referências bibliográficas
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