Faixa da seção de Ecologia
MeusEstudos.com » Ecologia » Florestas Tropicais » Outros animais fora do comum

Outros animais fora do comum


Lagarto-voador

Na floresta de Java, Indonésia,um lagarto-voador desliza pelo ar. As membranas laterais de seu corpo abrem-se para formar "asas".


Pássaros e mamíferos são os maiores e mais conhecidos animais das florestas, mas existe ainda uma vasta gama de criaturas, entre as quais estão répteis e anfíbios, e tantas outras espécies diferentes de invertebrados a ponto de ser quase impossível contá-las. Todos esses habitantes de menor tamanho ocupam suas próprias áreas específicas na floresta, tal como os pássaros e os mamíferos.

Falsa-coral

A falsa-coral vive no chão. Seu colorido imita o da espécie venenosa. Este mecanismo tem por objetivo afastar os seus potenciais predadores.


Muitos dos lagartos e cobras encontrados nas florestas sobem nas árvores com grande agilidade. Algumas das cobras vivem no topo das árvores, subindo pelos galhos e escondendo-se entre as folhas de cores semelhantes às de seu corpo. Contrariamente à imaginação popular, a maioria das cobras são pequenas e finas. Vivendo e caçando no alto das árvores, estariam em franca desvantagem se fossem excessivamente grandes ou pesadas.

Perereca sobre as folhas

Anfíbios são encontrados em quase todos os níveis da floresta. Muitos deles são especialmente adaptados para viver em árvores. Esta perereca arborícola põe seus ovos sobre as folhas.


Alguns dos répteis e anfíbios que vivem no dossel desenvolveram técnicas especiais para se locomover de árvore em árvore. No Sudeste Asiático existem cobras, lagartos e sapos que "voam" usando as mesmas técnicas do esquilo-voador. Sapos-voadores têm dedos palmados que funcionam como minúsculos pára-quedas quando o sapo dá um salto no ar. Lagartos-voadores possuem bordas de pele ao longo do corpo que, içadas como velas, os levam pelo ar de um galho a outro.

Besouro

Um besouro costa-riquenho.


A cobra-voadora é possivelmente o mais estranho de todos os viajantes aéreos. Achatando seu corpo e adotando a forma de um "S", a cobra é capaz de reter maior quantidade de ar e deslizar árvore abaixo, de um tronco para outro.

Aranha na floresta

A aranha comedora de pássaros é uma das quase 40 mil espécies de invertebrados que vivem num mesmo trecho da floresta.


As condições de temperatura e umidade das florestas são ideais para o desenvolvimento de anfíbios, como sapos e salamandras. Muitas dessas criaturas vivem na vegetação em decomposição do solo da floresta. Entretanto, vários sapos vivem nas árvores, e não no solo. Alguns deles possuem ciclos reprodutivos dos mais incomuns. Depositam seus ovos nas folhas e, quando os girinos eclodem, os pais os carregam nas costas para as pequeninas poças de água contidas entre as folhas de bromélias. Nelas, cada girino terá seu próprio berçário onde crescerá até a idade adulta.

Borboleta

Algumas das mais belas borboletas são encontradas nas florestas tropicais. Muitas delas estão ameaçadas devido ao abuso por parte dos colecionadores. Esta é de Serra Leoa, África.


A vida dos invertebrados da floresta somente agora começou a ser estudada. Num único trecho, pode haver 40 mil espécies diferentes. As mais visíveis são as borboletas, podendo encontrar-se 150 espécies em um só ponto da floresta. Entre elas, estão as de coloração mais exuberante e as maiores borboletas do mundo. O piso da floresta, com seu manto de folhas mortas e em decomposição, e as cascas das árvores cobertas de musgo constituem o habitat de uma enorme variedade de besouros, formigas, caracóis, centopéias e aranhas. Entretanto ainda existem milhares de espécies que não foram identificadas.

Os cupins são bastante comuns no solo da floresta, pois se alimentam do tecido morto das plantas. Constroem morros enormes, onde vivem, e suas casas podem ter o formato de um cogumelo ou de um palácio com muitas torres. Os cupins representam uma importante fonte de alimento para um grande número de espécies animais da floresta, entre as quais sapos, lagartos, pássaros e mamíferos, como o tamanduá.

Referências bibliográficas

Voltar