Caça e pesca
A pesca em excesso
Os oceanos fornecem mais de 80 milhões de toneladas de peixe por ano, um importante alimento em muitos países. Um terço dessa quantidade serve de alimento aos animais e é usada como fertilizante.
Ao contrário de algumas espécies de peixes de água doce, como a truta, não é possível criar em cativeiro os peixes de água salgada. Os pescadores têm de localizar as áreas piscosas e tentar fisgá-los. A pesca é uma atividade que existe há milhares de anos e que poderá continuar por outros milhares se for realizada de forma prudente.
 | Estes pescadores do sultanato de Omã estão retirando sardinhas de suas redes. Muitas vezes, navios pesqueiros de outros países capturam peixez em excesso, prejudicando os pescadores, que ficam sem meios de subsistência. |
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Diversos países estabeleceram uma Zona Econômica Exclusiva de 200 milhas (320 km) ao redor de suas costas, na qual podem controlar a pesca. Contudo, fora desses limites o controle não é fácil, e frotas pesqueiras de países mais ricos, como o Japão, estão sistematicamente "esvaziando" os mares de peixes. Usando equipamentos modernos, conseguem apanhar grande quantidade de animais de uma só vez.
Em teoria, os oceanos podem fornecer 100 milhões de toneladas de peixe por ano, desde que sobrevivam indivíduos suficientes para a reprodução. Hoje, as redes são estendidas por centenas de quilômetros ao mesmo tempo, apanhando toda espécie de animal, mesmo a que não tem valor comercial.
Caça à baleia
Durante o outono de 1988, três baleias cinzentas ficaram presas sob o gelo, nas costas do Alasca, e não puderam migrar para o sul. Os meios de comunicação, em rodas as partes do mundo, descreveram sua situação angustiante: batiam-se contra o gelo, tentando quebrá-lo em busca de ar; enfraquecidas e feridas por seus esforços, pareciam condenadas à morte, até que uma operação internacional de socorro foi acionada.
 | Uma enorme baleia está sendo cortada e processada na Islândia. A foto foi tirada antes da proibição total da caça a estes animais, determinada pela Comissão Internacional de Caça à Baleia. |
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Milhares de dólares foram gastos para abrir fendas na calota de gelo, enquanto era construído um canal para alto-mar. Finalmente, elas foram atraídas por gravações de sons de baleias colocadas no outro extremo desse canal. Que comportamento incomum da espécie humana, que nestes últimos 100 anos caçou tantas espécies de baleias que muitas delas estão à beira da extinção.
A caça às baleias foi provavelmente o assunto que mais despertou interesse da humanidade e suscitou tanto debate. A caça a qualquer outro animal não gerou tanta polêmica, nem o mesmo desempenho. "Salvem as baleias" foi uma das primeiras campanhas ambientalistas e, sem dúvida, foi a que causou maior impacto e obteve mais sucesso, tendo como resultado a proibição de sua caça comercial.
A comissão internacional de caça à baleia
 | Um cachalote arpoado. Em 1989, foi mostrado cientificamente que a população das baleias está diminundo mais do que o previsto. Portanto, é muito importante que se protejam esses mamíferos. |
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A caça comercial de baleias desenvolveu-se, em maior escala, neste último século. Quando uma espécie era caçada até quase a extinção, outra era escolhida para substitui-la. A perspectiva de sobrevivência de muitas espécies era desoladora. Em 1946, a Comissão Internacional de Caça à Baleia foi criada para tentar regulamentar a indústria baleeira. Falhou, porque não dispunha de dados científicos para estipular exatamente quantas baleias cada país poderia capturar. Como resultado, as cotas não eram respeitadas e as espécies diminuíam. Nos anos 70, houve um grande interesse do público pelo futuro das baleias, e mais países contrários à sua caça se juntaram à comissão. Com melhores provas científicas para apoiar a causa da defesa das baleias, determinou-se a suspensão de toda caça comercial a partir de 1985. O Japão e a Rússia, contudo, opuseram-se e continuam capturando esses animais.
Referências bibliográficas
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