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Manchas de petróleo na última fronteira


Em 23 de março de 1989, o petroleiro Exxon Valdez zarpou do porto de Valdez, carregando milhões de litros de petróleo extraídos dos campos do Alasca. Como ele fez uma rota pelo Estreito Príncipe William, acabou chocando-se contra as pontudas rochas do Recife Bligh. Abriram-se dez buracos no seu casco e, imediatamente, o petróleo começou a vazar.

Óleo na areia

Limpando o óleo numa praia do Alasca (abril de 1989).


Nos dias seguintes, 44 milhões de litros de petróleo espalharam-se pelo Estreito Príncipe William, formando uma imensa mancha – a pior de toda a história da América. Os funcionários do local não estavam preparados para tal desastre e, quando conseguiram deter o vazamento com barreiras de bóias e skimmers, os prejuízos já eram muito grandes. Cerca de 1 200 km de extensão nas costas do Alasca tinham sido atingidos pelo petróleo. Milhares de patos e aves aquáticas morreram, quando o petróleo empapou suas penas; lontras marinhas foram sufocadas; águias-de-cabeça-branca e ursos pardos também foram afetados, quando recolhiam alimentos nas praias atingidas. O petróleo também envenenou um número incontável de peixes e camarões, ameaçando a sobrevivência de muitos pescadores da região.

Desde o acidente, a companhia Exxon, da qual a ESSO é subsidiária, tem empregado muitos habitantes do local para limpar as praias. Contudo, levará muitos anos para que o óleo desapareça totalmente da área.

Limpeza de animais

Muitas lontras marinhas morreram depois do desastre do Exxon Valdez. Algumas foram salvas por voluntários.


O acidente com o Exxon Valdez fez crescer o interesse internacional com relação ao desenvolvimento de campos de petróleo no Alasca. Visto como a última região intocada da América, muitas pessoas acham que o Alasca deve ser preservado como um refúgio de vida silvestre. A indústria petrolífera, porém, é responsável por 80% da sua renda; seu petróleo representa um quarto do total consumido nos Estados Unidos.

A controvérsia sobre a produção de petróleo no Alasca vai continuar. Enquanto isso, os habitantes do lugar não poderão esquecer-se da devastação que viram.

Eliminando a poluição por petróleo nos mares – o que pode ser feito?

Detergentes no mar

Detergentes usados para limpar derramamentos de petróleo podem poluir o ambiente, como ocorreu na Carnualha após o desastre com o Torrey Canyon, em março de 1967.


O acidente sofrido pelo petroleiro Exxon Valdez próximo às costas do Alasca, em março de 1989, mostrou o quanto o meio ambiente pode ser prejudicado quando ocorre um derramamento de petróleo. O que pode ser feito para limpar o mar quando isso acontece?

  • Se o derramamento acontecer longe da costa, muitas vezes é melhor não fazer nada, para que a mancha de petróleo se desfaça naturalmente. Provavelmente, ela desaparecerá, embora alguns resíduos possam voltar às costas, tempos depois, em forma de bola de piche.
  • Detergentes fortes podem ser espalhados sobre a mancha para que ela se dissolva mais rapidamente. Eles não devem, porém, ser empregados próximo à terra, pois são venenosos e podem contaminar ou matar animais e plantas marinhos.
  • Barragens de bóias

    Seguindo uma mancha de petróleo na Califórnia, Estados Unidos, bóias foram colocadas na água para evitar que ele atingisse o litoral.


  • O petróleo bóia na superfície da água, mas pode ser afundado espalhando-se pó de giz sobre ele: o pó fica encharcado e afunda. Se, por um lado, a superfície da água fica limpa, por outro, o fundo do mar é afetado por causa do petróleo que se deposita nele, prejudicando plantas e animais.
  • Muitos materiais, como por exemplo a palha, a turfa e o poliestireno, absorvem o petróleo quando espalhados sobre ele. A mistura oleosa pode, então, ser recolhida e eliminada com segurança. Esse processo é bom, porque remove o petróleo, mas só pode ser usado com mar calmo e quando o derramamento não é muito extenso.
  • Barreiras flutuantes podem ser colocadas na água, evitando que a mancha se espalhe, principalmente em praias muito freqüentadas ou em reservas de vida silvestre. Se o derramamento não foi muito grande, bóias podem ser colocadas ao redor de toda a mancha, para que um petroleiro aspire o petróleo da superfície. Também é preciso que o mar esteja calmo para que se obtenha sucesso.

Remover o petróleo do mar é a melhor opção, do ponto de vista ambiental, mas nem sempre isso é possível logo de imediato. Então, é necessário contê-lo rapidamente, do contrário ele se espalhará por grandes distâncias antes que alguma ação efetiva possa ser tomada.

Referências bibliográficas

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